<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068</id><updated>2012-02-16T00:30:10.899-08:00</updated><category term='La Paz'/><category term='saudade'/><category term='Documentário'/><category term='cocalero'/><category term='casa em La Paz'/><category term='Bota fora'/><category term='Filial'/><category term='vento'/><title type='text'>Bolivianas: Registros de uma antropóloga em campo</title><subtitle type='html'>Registros de acontecimentos, episódios e fatos observados em campo, durante minha pesquisa de campo em antropologia realizada na Bolívia, entre agosto de 2009 e junho de 2010. Espaço de livre reflexão sobre a Bolívia e seus temas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-8928707829715601831</id><published>2011-11-26T18:05:00.001-08:00</published><updated>2011-11-26T18:51:41.406-08:00</updated><title type='text'>Memória</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu valorizo a memória. Eu lembro muito, sou conhecida por lembrar. Às vezes acho que é uma qualidade, às vezes acho que não é.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas é fato, eu aprecio a memória. Esta semana Eliane Brum escreveu em sua coluna (http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/lembrar-para-esquecer.html)&amp;nbsp; que&amp;nbsp; é preciso poder lembrar para poder esquecer. Eu não poderia estar mais de acordo. O que não pode ser lembrado, não pode ser dito, tão pouco pode ser esquecido. Só é possível esquecer aquilo que é possível ser lembrado. Nas histórias das pessoas, nas histórias das coletividades, a máxima também vale. Faz tempo, no mestrado, eu aprendi que, segundo M. Halbwachs, a memória é seletiva e sempre construída a partir do presente, com base em valores, comportamentos e experiências atuais. Por isso uma história de vida pode ser reinterpretada, isto é, pode ser lembrada de maneiras distintas em distintos momentos da vida daquele/daquela que conta a história. E não é que o relato da memória seja mentira, ilusão, nada disso. O relato muda porque nós mudamos e a maneira como descrevemos o que vivemos também muda conosco. Essa é a beleza, podemos lembrar de fatos, aromas, sabores, de tantas coisas, de modos distintos ao longo de nossas vidas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Mas toda memória que é negada impede a transformação. Toda memória que é banida impede a elaboração do que se viveu e a construção do novo. Casualmente, esta semana assisti a dois documentários sobre memória. O primeiro se chama &lt;i&gt;La columna de los ocho mil &lt;/i&gt;(http://www.rebelion.org/noticia.php?id=138679&amp;amp;titular=la-columna-de-los-ocho-mil-), sobre um massacre acorrido na região de Badajoz, Espanha, em 1936. O filme mostra como muitos acontecimentos da guerra civil espanhola ainda são nebulosos, foram "apagados", e é como se não tivessem acontecido. O filme é impressionante, talvez ainda mais porque eu nunca tinha ouvido falar desse massacre... O outro filme se chama &lt;i&gt;Arquivos da cidade&lt;/i&gt; (O filme tem 29 minutos, é de 2009, foi realizado porLuciana Knijnik e Felipe Diniz. Tem como tema principal os movimentosde resistência à ditadura civil-militar (1964-1985) que atuaram em PortoAlegre/RS. O documentário põe em cena experiências vividas por cinco militantese um familiar de desaparecido.). O filme brasileiro fala de um massacre e violências dos quais já ouvi falar. No entanto, embora eu já tenha presenciado relatos sobre experiências de tortura vividas durante o período da ditadura no Brasil, sempre que vejo um filme, ou leio um algum relato, a sensação de horror se instala e é como se estivesse tomando contato com essas histórias pela primeira vez.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;O que é claro em ambos os filmes é que, em especial para os que sobreviveram, ter que lidar com as suas memórias e com o "esquecimento" coletivo é excruciante. É algo que dá um tom de irrealidade ao que viveram. E sofrem mais uma violência sem par. A uma certa altura do filme espanhol, um pesquisador conta que o processo de "banimento da lembrança", dos fatos relativos à coluna, foi a tal ponto eficiente que muitas pessoas chegam a dizer que a coluna e o massacre nunca aconteceram, mas ao serem mencionados alguns fatos, as pessoas começam a dizer: Sim, claro! Eu me lembro!! E aí dão detalhes sobre o que viram, ouviram ou viveram. Nada mais violento que tentar eliminar a memória. Porque ela não morre, alguém sempre irá lembrar. Aqui, na Espanha, ou em qualquer lugar, a memória é o que nos permite ser/estar no mundo. Um dos militantes contra a ditadura que deu seu relato no filme brasileiro, diz, não exatamente com essas palavras, que é quem é porque viveu tudo o que viveu, isso faz parte de quem ele é, do seu pior e do seu melhor. O que interessa é a ideia aqui colocada, a de que a memória nos faz quem somos. Ignorar a memória é ignorar o que, quem e porque somos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-8928707829715601831?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/8928707829715601831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/11/memoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8928707829715601831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8928707829715601831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/11/memoria.html' title='Memória'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1777857655101400495</id><published>2011-10-12T12:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T12:50:36.776-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;NACER HOMBRE &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Vg9Ect2i1z0/TpXvQ56A13I/AAAAAAAAGBw/xaiuYndIfTY/s1600/Adela+Zamudio.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Vg9Ect2i1z0/TpXvQ56A13I/AAAAAAAAGBw/xaiuYndIfTY/s1600/Adela+Zamudio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h6&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;Adela Zamudio*&lt;/span&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small; font-weight: normal;"&gt;Cuánto trabajo ella pasa &lt;br /&gt; Por corregir la torpeza &lt;br /&gt; De su esposo, y en la casa, &lt;br /&gt; (permitidme que me asombre) &lt;br /&gt; tan inepto como fatuo &lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small; font-weight: normal;"&gt; sigue él siendo la cabeza, &lt;br /&gt; porque es hombre. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Si alguna versos escribe &lt;br /&gt; -¿De alguno esos versos son &lt;br /&gt; que ella sólo los suscribe?; &lt;br /&gt; (permitidme que me asombre) &lt;br /&gt; Si ese alguno no es poeta &lt;br /&gt; ¿por qué tal suposición? &lt;br /&gt; -Porque es hombre. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Una mujer superior &lt;br /&gt; en elecciones no vota, &lt;br /&gt; y vota el pillo peor; &lt;br /&gt; (permitidme que me asombre) &lt;br /&gt; con sólo saber firmar &lt;br /&gt; puede votar un idiota, &lt;br /&gt; porque es hombre. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Él se abate y bebe o juega &lt;br /&gt; en un revés de la suerte; &lt;br /&gt; ella sufre, lucha y ruega; &lt;br /&gt; ella se llama ¿ser débil?, &lt;br /&gt; y él se apellida ¿ser fuerte? &lt;br /&gt; porque es hombre. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ella debe perdonar &lt;br /&gt; si su esposo le es infiel; &lt;br /&gt; mas, él se puede vengar; &lt;br /&gt; (permitidme que me asombre) &lt;br /&gt; en un caso semejante &lt;br /&gt; hasta puede matar él, &lt;br /&gt; porque es hombre. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; ¡Oh, mortal! &lt;br /&gt; ¡Oh mortal privilegiado, &lt;br /&gt; que de perfecto y cabal &lt;br /&gt; gozas seguro renombre! &lt;br /&gt; para ello ¿qué te ha bastado? &lt;br /&gt; Nacer hombre. &lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody translationEligibleUserMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="post-content"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt; Adela Zamudio &lt;span style="font-weight: normal;"&gt;(La Paz, 1854 - Cochabamba, 1928)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="post-content" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="line-height: 115%;"&gt;Poetisae novelista boliviana. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="post-content" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Dirigiua primeira escola laica da Bolivia, em La Paz. Fundou a primeira escola depintura para mulheres (1911) e posteriormente para crianças. Entre sua dedicaçãoà educação e sua atividade literária, Zamudio desenvolveu um significativotrabalho sociocultural em defesa da emancipação intelectual e social da mulher.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="post-content" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;http://www.taringa.net/posts/arte/3812936/Nacer-Hombre___-por-Adela-Zamudio.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Vg9Ect2i1z0/TpXvQ56A13I/AAAAAAAAGBw/xaiuYndIfTY/s1600/Adela+Zamudio.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="post-content" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;http://arte_latino.tripod.com/Bo/biografias/adelazamudioBIOG.htm&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="post-content" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="post-content" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1777857655101400495?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1777857655101400495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/nacer-hombre-adela-zamudio-cuanto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1777857655101400495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1777857655101400495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/nacer-hombre-adela-zamudio-cuanto.html' title=''/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Vg9Ect2i1z0/TpXvQ56A13I/AAAAAAAAGBw/xaiuYndIfTY/s72-c/Adela+Zamudio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1320409554828830753</id><published>2011-10-10T09:09:00.001-07:00</published><updated>2011-10-10T09:09:16.471-07:00</updated><title type='text'>"PORQUE NO VOY A SALIR A MARCHAR EN DEFENSA DEL TIPNIS" - DE REPRESIONES Y SALVAJES NOBLES IMAGINARIOS Por Alison Spedding Pallet</title><content type='html'>http://bolivia.indymedia.org/content/20111007/porque-no-voy-salir-marchar-en-defensa-del-tipnis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1320409554828830753?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1320409554828830753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/porque-no-voy-salir-marchar-en-defensa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1320409554828830753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1320409554828830753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/porque-no-voy-salir-marchar-en-defensa.html' title='&quot;PORQUE NO VOY A SALIR A MARCHAR EN DEFENSA DEL TIPNIS&quot; - DE REPRESIONES Y SALVAJES NOBLES IMAGINARIOS Por Alison Spedding Pallet'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-6302410524109474922</id><published>2011-10-09T21:33:00.001-07:00</published><updated>2011-10-09T21:45:19.620-07:00</updated><title type='text'>Eu me lembro...</title><content type='html'>Eu me lembro...&lt;br /&gt;Lembro de meu pai, de coisas que ele me disse. Algumas posso "ouvir" com a voz dele, coisas bobas e coisas importantes. Lembro de pessoas que se foram, de pessoas que ficaram, de lugares, de casas, de roupas, de situações, de rostos, de cheiros, de sabores, de sensações, de sons, de ruídos, de sentimentos.&lt;br /&gt;Lembro de coisas que vivi e de coisas que não vivi.&lt;br /&gt;Lembro de sorrisos, dados, recebidos. De abraços, dados, recebidos. De lágrimas, dadas, recebidas. De amigos, que foram, que ficaram. De coisas que vi, de detalhes.&lt;br /&gt;Lembro de coisas que li, de coisas que não li. De filmes que vi, de filmes que não vi. De emoções que senti, de emoções que não senti. De músicas que ouvi, de músicas que não ouvi. De coisas que disse, de coisas que não disse. De coisas que quis dizer, de coisas que não quis dizer. De coisas que fiz, de coisas que não fiz. De coisas que quis fazer, de coisas que não quis fazer.&lt;br /&gt;Lembro...&lt;br /&gt;Tanto!! Às vezes é bom, às vezes não é. Lembro demais. Lembro todos os dias.&lt;br /&gt;Eu me lembro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-6302410524109474922?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/6302410524109474922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/eu-me-lembro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6302410524109474922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6302410524109474922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/eu-me-lembro.html' title='Eu me lembro...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-2557505774348369596</id><published>2011-10-05T15:48:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T16:02:52.894-07:00</updated><title type='text'>La obstinada potencia de la descolonización Por Raúl Zibechi (Alainet)</title><content type='html'>Sobre o conflito em torno da construção da estrada que atravessará TIPNIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.rebelion.org/noticia.php?id=136593&amp;amp;titular=la-obstinada-potencia-de-la-descolonizaci%C3%B3n-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://alainet.org/active/49763&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-2557505774348369596?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/2557505774348369596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/la-obstinada-potencia-de-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2557505774348369596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2557505774348369596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/la-obstinada-potencia-de-la.html' title='La obstinada potencia de la descolonización Por Raúl Zibechi (Alainet)'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1721952549626554605</id><published>2011-10-05T15:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T15:45:54.572-07:00</updated><title type='text'>Lobo suelto!: Bolivia del TIPNIS: entre la vergüenza de haber si...</title><content type='html'>&lt;a href="http://anarquiacoronada.blogspot.com/2011/10/silvia-rivera-sobre-el-conflicto-en.html?spref=bl"&gt;Lobo suelto!: Bolivia del TIPNIS: entre la vergüenza de haber si...&lt;/a&gt;: por Salvador Schavelzon (especial para Lobo Suelto!)             (Silvia Rivera sobre el conflicto en Bolivia)          Es fácil caer en...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1721952549626554605?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://anarquiacoronada.blogspot.com/2011/10/silvia-rivera-sobre-el-conflicto-en.html?spref=bl' title='Lobo suelto!: Bolivia del TIPNIS: entre la vergüenza de haber si...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1721952549626554605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/lobo-suelto-bolivia-del-tipnis-entre-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1721952549626554605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1721952549626554605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/10/lobo-suelto-bolivia-del-tipnis-entre-la.html' title='Lobo suelto!: Bolivia del TIPNIS: entre la vergüenza de haber si...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-8790927964635331393</id><published>2011-09-24T17:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T17:42:06.005-07:00</updated><title type='text'>Um sábado...</title><content type='html'>Primeiro sábado da primavera. Um sábado de tempo nem frio, nem quente, com algum sol e muitas nuvens em São Paulo.&lt;br /&gt;Um sábado melancólico, de cansaço e tristeza...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adeus à vó Alba, saudades de tanta gente amada e que se foi, TIPNIS, tese, a cabeça em La Paz, trabalhos para corrigir, o encontro com a dubiedade, o que será dos indígenas em marcha na Bolívia, saudade, adeus à minha abuelita paceña... Tanto... Livros, música, o céu nublado. Eu nublada. Encontros, desencontros, despedidas. O bom, o ruim, o justo, o injusto, o crível, o incrível, o bonito, o feio. Tanto...&lt;br /&gt;E eu só quero escrever... Por que será que parece um dos trabalhos de Hércules?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Mia Couto disse em um de seus livros: "É que morto querido nunca acaba de morrer." Nada mais verdadeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-8790927964635331393?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/8790927964635331393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/09/um-sabado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8790927964635331393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8790927964635331393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/09/um-sabado.html' title='Um sábado...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-9220019357435052511</id><published>2011-06-09T20:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T22:16:19.128-07:00</updated><title type='text'>Um ano longe de La Paz... uma carta de amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ano atrás, a essa hora, eu estava em meio a malas, risos e lágrimas... eu me despedia de La Paz. Estava em minha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;casita&lt;/span&gt; em Sopocachi, a terceira na qual morei. Onde voltei a viver com Simona e Lorenza. Onde conheci Sara e Daniela.&lt;br /&gt;Minha última noite em La Paz foi caseira... nessa noite passaram por lá Fanny, Itzi, Sara (que não vivia mais lá), Mariana, Ana Paula, Jessi e Gabo. Ganhei presentes de despedida, muitos abraços e beijos em meio a lágrimas, sorrisos e promessas de um reencontro em breve.&lt;br /&gt;De Daniela me despedi quando saí para o aeroporto. Lore me acompanhou até El Alto, como Elena. Fui a El Alto no táxi de Don Johnny, que me buscou quando cheguei. Fechava um ciclo. Fui recebida em La Paz por Lore e foi ela quem me disse o último "hasta pronto".&lt;br /&gt;Minha última casa tinha uma varanda, dela se podia ver as montanhas ao redor de La Paz e aquela noite estrelada que só o Altiplano tem. Me lembro de ir até a varanda para fumar enquanto tomava meu último mate de coca, olhar a paisagem e pensar em tudo o que vivi e vi por lá, meu coração apertar por eu não saber quando voltaria a ver aquila paisagem e aquela gente que aprendi a amar. Pensei em São Paulo, senti medo... Tudo estava tão bom por lá... Por que mesmo voltar? Porque um ciclo se fechava. Porque a pesquisa tinha sido feita, porque eu precisava qualificar o doutorado, porque eu sentia saudades da família e dos amigos, porque, por mais estranho que pareça, eu sentia saudades da "paulicéia desvairada" e de todas as suas idiossincrasias.&lt;br /&gt;Essa é uma carta de amor.&lt;br /&gt;Amor a La Paz, amor a São Paulo.&lt;br /&gt;Se em La Paz fui feliz, fiz amigos e amigas, trabalhei, dancei, vivi... foi porque em São Paulo, sempre soube, eu tinha uma retaguarda, amigos e amigas, trabalho, dança, vida. Tem coisas que só fizeram sentido em La Paz porque existe São Paulo. Outras só fazem sentido hoje em São Paulo porque existe La Paz. No que diz respeito à minha pesquisa de doutorado isso é óbvio, é mais que evidente. No que diz respeito à minha vida... bom, aí talvez não seja tão evidente... mas eu sei, meus amigos e amigas sabem, isso basta.&lt;br /&gt;Amo São Paulo, amo La Paz. Sinto um amor diferente por cada cidade, mas eles tem a mesma intensidade. Sou o que e quem sou por causa dessas cidades, assim como por causa de Porto Alegre, e de tudo o que elas representam. Eu já disse aqui que me sinto uma pessoa de sorte porque tenho essas três "cidades-casa". Mas São Paulo e La Paz eu escolhi, ou me escolheram, então com elas minha relação é diferente da que tenho com Porto Alegre...&lt;br /&gt;Enfim, levei mais de 12 horas para vir de La Paz a São Paulo (um vôo louco, que incluiu 12 horas no aeroporto de Lima...). Essas horas em trânsito foram fundamentais. Pude ir me acostumando à ideia de não estar mais em La Paz e de voltar para São Paulo. Pude sentir vontade de chegar a São Paulo. Passei mal porque estava em uma cidade no nível do mar e pude começar a me adaptar à "baixitude". A cabeça doía muito... eu achava que era por causa da choradeira na noite anterior e das poucas horas de sono. Depois me dei conta que não, meu corpo estava se readaptando a tanto oxigênio, assim como ele se adaptou à falta dele quando cheguei a La Paz e enfrentei a altitude.&lt;br /&gt;Saí de São Paulo com muita bagagem, em muitos sentidos. Voltei de La Paz com muita bagagem, em muitos sentidos. Uma bagagem renovada, colorida como os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aguayos&lt;/span&gt; das bolivianas, cheia de vontade de mundo, cheia de música diferente, de poesia diferente, de gentes diferentes. Aos poucos abri as "malas"... ainda estou abrindo... a cada visita que recebo, a cada e-mail que recebo e respondo, a cada papo no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;skype&lt;/span&gt;, a cada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;like&lt;/span&gt; ou comentário no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;facebook&lt;/span&gt;, mais uma parte da bagagem se abre, se multiplica. A cada leitura, cada linha, cada apresentação que faço, cada debate do qual participo, cada pensamento que tenho, cada desenrolar da tese, mais uma parte se abre, se desdobra. A minha experiência na Bolívia ganha sentidos, confere sentidos em São Paulo.&lt;br /&gt;Amo La Paz e suas ladeiras; amo o cheiro da cidade; amo o sol inclemente, o céu azul e a noite estrelada; amo a musicalidade boliviana; amo cheiro de coca mascada; amo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marraqueta&lt;/span&gt;; amo o frio paceño; amo o colorido da cidade; amo os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paceños&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paceñas&lt;/span&gt;; amo dançar morenada; amo as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marchas de protesta&lt;/span&gt; que agitam La Paz; amo caminhar por La Paz; amo dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;provecho&lt;/span&gt; quando entro em um restaurante; amo meus amigos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paceños&lt;/span&gt; e amigas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paceñas&lt;/span&gt; e aqueles amigos e amigas que não são de lá mas que a cidade trouxe para mim. Amo La Paz e sinto muita, mas muita, saudade.&lt;br /&gt;Hoje choveu e fez um frio incomum em São Paulo, ouvi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atajo!&lt;/span&gt; e me senti em La Paz... ou me esforcei para me sentir... Hoje quero gritar que amo La Paz, que amo a Bolívia e que, porque estou em São Paulo, esse amor só cresce e, sim, voltarei a ver o Illimani não sei quando, mas voltarei.&lt;br /&gt;Não posso terminar essa carta de amor sem mencionar aqueles e aquelas que fizeram minha vida em La Paz mais divertida, intelectualmente interessante e colorida. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ustedes&lt;/span&gt;: Simona, Lorenza, Ilse, Mayús, Antonio, Irene, Pablo, Amal, Christelle, Heloisa, Vinicius, Elena, Irene, Fanny, Andrea, Pablo, Itziar, Celine, Hervé, Ana Paula, Vadik, Gabriel, Mariana, Alvaro, Daniel, Sara, Daniela, Jessica, Lisa, Sarah, Federico, Patrice, Valeria, Teo, Mauricio, Marielle, Oscar, Karyn, Akil, Oscar, Lalo, Grazi, Marcos, Agustina, Dado, Patrick, Rommy, Rubia, Flavio, Margaux, Dan-François, Giovana, Annibale, Marco, Miquel, Marina, Henrique, Filipe, Guilherme, Lucas, Justina, Don Johnny,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Jessica, Sergio, Ana, Vivian, Nico, Chiara, Rebekka,  Rene, Chiara, Sigur, Tere, Toto, Vero, Percy, Laura, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; y otros y otras a quienes yo probablemente he olvidado, perdón por el olvido y gracias por haberen hecho parte de mi vida en La Paz, gracias por todavía seguiren en mi vida en São Paulo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mucha &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;saudade&lt;/span&gt; de todos y todas&lt;/span&gt;!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-9220019357435052511?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/9220019357435052511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/06/um-ano-longe-de-la-paz-uma-carta-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/9220019357435052511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/9220019357435052511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/06/um-ano-longe-de-la-paz-uma-carta-de.html' title='Um ano longe de La Paz... uma carta de amor'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-4177033507568892964</id><published>2011-04-14T13:08:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T13:40:25.989-07:00</updated><title type='text'>Artigo na Revista Herencia de Abril de 2011</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=1940945430066408068&amp;amp;postID=4177033507568892964#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:14pt;"  &gt;SER MUJER Y NIÑA EN BOLIVIA, HOY&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;Caroline Cotta de Mello Freitas y Elena Apilánez Piniella&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;El artículo que presentamos en éste y los siguientes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;números de HERENCIA es producto de un trabajo de investigación y compilación de datos respecto de la situación y la posición de las mujeres y las niñas en Bolivia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;realizado por Caroline Cotta de Mello Freitas (São Paulo, Brasil) durante su estancia de trabajo de campo en La Paz y en el marco del proceso de elaboración de su tesis doctoral referida a la reivindicación&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;del derecho a la diferencia y movimentos sociales indígenas en Bolivia. Elena Apilánez Piniella (La Paz, Bolivia) orientó la elaboración de la compilación y realizó la corrección literaria, de estilo y gramatical.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:8pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;Los datos aportados por el Plan Nacional Para la Igualdad de Oportunidades “Mujeres Construyendo una Nueva Bolivia, Para Vivir Bien” (PNIO) dan cuenta que la pobreza em Bolivia tiene “rostro de mujer indígena y campesina” (PNIO 2008:47). Datos aportados por el Viceministerio de Género y Asuntos Generacionales indican que, en 2006, más del 63% de las mujeres del área rural –donde se da el mayor porcentaje de concentración de población indígena en el país– y el 23% de mujeres del área urbana estaría em condiciones de pobreza extrema, siendo estos índices más altos entre las mujeres aymaras. Además, en el país las mujeres tienen menor acceso y control a bienes patrimoniales tangibles (propiedad de la tierra y la vivienda y acceso al crédito, entre otros) e intangibles (acceso a la tecnología y a la capacitación, por ejemplo) que los hombres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;En efecto, existe un mayor porcentaje de mujeres que de hombres sin ingresos propios o con ingresos insuficientes y, frecuentemente, las mujeres acceden en mayor número a empleos de baja remuneración. Las mujeres sufren deficientes condiciones laborales, menor acceso al empleo, mayor discontinuidad, discriminación salarial y acoso sexual en el trabajo. También se identifican brechas de género en la calidad de las pensiones de jubilación entre hombres y mujeres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;En el área económica, productiva y laboral los problemas más graves enfrentados por las mujeres bolivianas son: la dependencia económica, la distribución injusta, diferenciada y discriminatória de los recursos económicos, productivos, tecnológicos y patrimoniales entre mujeres y hombres, lo que, en consecuencia, disminuye las posibilidades de logro satisfactorio de autonomia económica de las mujeres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;JEFATURA DE HOGAR Y POBREZA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;En lo que se refiere a la Jefatura de Hogar, el Censo de 2001 “estabelece la existencia de 1.977.665 hogares en Bolivia. El 31% de los mismos tienen como jefes de hogar a mujeres y el 69% a hombres. En el área urbana, donde se ubica el 61% de los hogares, la relación proporcional de la jefatura de hogar es 33% femenina y 67% masculina; mientras que en el área rural, esta proporción es de 28% y 2% respectivamente. (…) La jefatura de hogar masculina es predominante (93,52%) en hogares biparentales con y sin hijos, mientras que em los hogares monoparentales predomina la jefatura de hogar femenina (71,22%) (INE, 2003:181).” (PNIO, 2008: 53)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;Se advierte que en los hogares biparentales (con predominancia de la jefatura de hogar masculina) por lo general habitan más de dos personas con responsabilidades económicas, mientras que em los hogares mono-marentales (con predominancia de jefatura de hogar femenina) habitan las madres (solteras, viudas o separadas) y únicamente éstas son las responsables de la carga económica del núcleo familiar. Si a este dato se agrega – como se mostrará más adelante – que las mujeres suelen acceder a trabajos de menor calidad y peor remunerados que los hombres, se puede inferir que los hogares encabezados por mujeres son – no necesariamente pero sí con alta probabilidad – más pobres que los hogares encabezados por hombres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;A partir de datos del año 2004 “más de la mitad de los habitantes de las áreas urbanas eran pobres y la proporción sube al 78% en las áreas rurales. No sólo la pobreza afecta a la población boliviana, sino también los altos niveles de desigualdad puesto que el 10% de la población más pobre recibe sólo el 0,2% del ingreso, mientras que el 10% de la población más rica absorbe el 47,3%, eso es 235 veces más (Ministerio de Planificación del Desarrollo 2006:240).” (PNIO, 2008: 46)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;Para comprender la situación de la pobreza en Bolivia es necesario tener em cuenta el modelo económico aplicado en el país desde mediados de los años ochenta. Éste – centrado en la liberalización del mercado, la desregulación del trabajo y la privatización de los servicios antes públicos – contribuyó a controlar la infl ación provocada principalmente por las obligaciones estatales con la deuda externa contraída en las décadas de los setenta y ochenta, pero el crecimiento económico generado en el país a costa de la flexibilización del mercado laboral, la tercerización de la producción y el crecimiento de empleos temporales, también provocó la profundización de la pobreza y la ampliación de las desigualdades. Las medidas de fl exibilización laboral abrieron oportunidades a las mujeres, quienes se incorporaron masivamente al mercado laboral pero en condiciones de extrema vulnerabilidad, accediendo a trabajos mal remunerados y sin ningún resguardo de seguridad social. Aunque la precariedad en las condiciones laborales afecte a hombres y mujeres, la situación de éstas es aún peor em lo que atañe al universo del trabajo y a los índices de pobreza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;La condición de pobreza y, de pobreza femenina en particular, es más profunda en las áreas rurales de Bolivia. Datos del año 2006 indican que más del 63% de las mujeres en el área rural se encontraban en condiciones de pobreza extrema y, entre las mujeres del área urbana, el índice es del 23%. (PNIO, 2008: 47) Además, las mujeres que se autoidentifican con un pueblo originario, en especial aymara (población en la cual se encuentran los mayores índices de pobreza extrema), tienen condiciones de mayor desventaja que la población que no se auto-identifi ca con pueblos originarios. En general, la incidencia de la pobreza extrema es mayor entre las mujeres bolivianas que entre los varones.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;TRABAJO E INGRESO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;El ingreso de las mujeres al mercado de trabajo – además de permitirles hacer un aporte a la familia, a sus hijos e hijas, les otorga márgenes de libertad para negociar y afi rmar sus proyectos e interesses – significa un cambio en sus propias concepciones sobre su realidad, su família y en su entorno. Sin embargo, dentro del actual modelo, el acceso, desempeño y condiciones de trabajo no son fáciles&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;para las mujeres quienes, además, tienen que realizar las labores domésticas. Es por eso que el autoempleo o el trabajo informal es una alternativa elegida por las mujeres pues es un tipo de empleo compatible con el trabajo doméstico. Actualmente, las mujeres en Bolivia, ahora importantes proveedoras de dinero y, em estrecho contacto con otras formas de vida, ya no aceptan con facilidad ciertas costumbres como el rapto, la violación, el maltrato del esposo, el alcoholismo y, por ello, crece el número de mujeres jefas de familia. Las mujeres empiezan a exigir un nuevo tipo de relación con los hombres, con sus familias, con la comunidad. Buscan mayor participación en la toma de decisiones de la vida cotidiana y en los asuntos de la colectividad.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;Datos recogidos, en los Censos Nacionales de Población y Vivienda de Bolivia, entre 1992 y 2001 indican una transformación en la composición de la fuerza de trabajo y un aumento constante de la presencia de éstas en el mundo del trabajo. Según el PNIO, “esta alta participación de las mujeres emerge de las políticas de ajuste estructural, el masivo desempleo masculino, la disminución de los ingresos y la incorporación de modalidades flexibles de trabajo. Por ello, las mujeres perciben actualmente que su&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;trabajo no se ejerce como derecho social sino como necesidad y compulsión económica” (Farah, I.; et.al.; ASDI 2006).” (PNIO, 2008: 50)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;En Bolivia, la mayor parte de la población trabaja en la rama agropecuária (38,61% de la mano de obra), en el comercio (18,81%) y en los servicios (empleando 14,40% de la mano de obra nacional). El 85% de las mujeres están insertas en estas tres ramas de actividad, siendo 45% de la mano de obra ocupada en la agropecuaria, 65% en la rama comercial y 59% dentro de la de servicios. De hecho, el mercado de trabajo sufrió ligeras modifi caciones entre 2000 y 2005, pero las mujeres continúan en situación de desventaja, puesto que sus ingresos son menores que los de los hombres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;Según el PNIO, “en un estudio comparativo entre 17 países sobre género y pobreza, publicado por la CEPAL en 2003 (www.cepal.org/mujer/), se establece que en Bolivia, en el año 2002, el 44% de las mujeres y el 23,88% de los hombres no tenían ingresos propios, con una brecha negativa para las mujeres de 20 puntos porcentuales. Esta relación resulta mucho más inequitativa en el área rural, donde el 71,5% de las mujeres y el 24,8% de los hombres se encontraban en esa condición, con una brecha de 47 puntos porcentuales de desventaja para las mujeres. Tanto em el área urbana como rural, las brechas se abren en el periodo de mayor productividad para ambos sexos (25 a 44 años de edad), la mayor brecha se presenta entre mujeres y hombres rurales de entre 35 y 44 años de edad, que alcanza a 68,6 puntos porcentuales de desventaja femenina.” (2008: 53)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;Se constata que las mujeres campesinas bolivianas son las más pobres entre los pobres. Para las mujeres indígenas y campesinas empobrecidas, el paso del trabajo agrícola al trabajo no remunerado urbano no ha signifi cado una mejora en sus condiciones de vida y laborales. La dinámica de la economía de mercado, trajo la disminución del empleo y de los ingresos, dando lugar a estrategias familiares para compensar esa disminución con trabajo informal y doméstico. Según el PNIO, “la estratégia privilegiada ha sido la incorporación de la mano de obra femenina al mercado de trabajo tanto en el comercio como en la manufactura, además del trabajo doméstico remunerado, proceso mediado por los fenómenos migratorios campo-ciudad. Este fenómeno va aparejado con prácticas de flexibilidad laboral y subcontratación que no permite hacer visible el trabajo feminino en estos sectores (Farah, et.al; ASDI, 2006).” (PNIO, 2008: 54) *&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;   &lt;hr width="33%" align="left" size="1"&gt;    &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=1940945430066408068&amp;amp;postID=4177033507568892964#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:11pt;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:8pt;"  &gt;Una de las cuestiones que es necesario destacar atañe a los datos estadísticos ofi ciales. además de que muchos de los datos a nuestro alcance están desactualizados, el propio instituto nacional de estadística (ine) de bolivia, en su sitio web, avisa en nota que –ipsis litteris–, “motivos de índole presupuestaria impiden fortalecer y actualizar las estadísticas con enfoque de género.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; http://www.revistaherencia.net/&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Escrevi esse texto, que foi revisado por Elena, no ano passado. Só agora ele foi publicado na Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=1940945430066408068&amp;amp;postID=4177033507568892964#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=1940945430066408068&amp;amp;postID=4177033507568892964#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-4177033507568892964?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/4177033507568892964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/04/artigo-na-revista-herencia-de-abril-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/4177033507568892964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/4177033507568892964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/04/artigo-na-revista-herencia-de-abril-de.html' title='Artigo na Revista Herencia de Abril de 2011'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-3472988830700733306</id><published>2011-03-27T20:34:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T21:08:01.253-07:00</updated><title type='text'>Uma semana e uma sucessão de descobertas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em uma semana vivi uma quantidade de coisas e sentimentos completamente surpreendentes e inauditos...&lt;br /&gt;Me dei conta que me conectar com a Bolívia e escrever a tese me custa porque preciso entrar em contato com sentimentos que estão ligados a muito mais que saudade. Sim, eu sinto uma saudade infinita da Bolívia e dos amigos que fiz por lá... Muitos não estão mais lá, o que me faz ter a sensação de que tenho saudades de uma época, o que, confesso, chega a me fazer temer voltar a La Paz, por mais que queira rever os amigos que continuam lá, rever o Illimani e sentir o cheiro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anticucho&lt;/span&gt; e folha de coca pelas ruas... Mas é que não só construí minha pesquisa de doutorado, na Bolívia me reconstruí. Hoje sou/estou melhor porque tive a sorte de viver no país, o privilégio de conviver com quem eu convivi, de viver o que vivi. Penso que cada um de nós é como um mosaico, "eu-mosaico" me refiz por lá. Como nas cores dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aguayos&lt;/span&gt;, ganhei mais cor e mais vida. Presunsosamente, acredito que fui "tocada" pelos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apus&lt;/span&gt;, e eles me fizeram mais forte,  mais eu. O que evidentemente não significa mais objetiva ou focada no que diz respeito à tese... mas isso já é outra coisa... O que importa é que, essa semana, percebi que não posso negar que além de trabalho de campo, eu me refiz na Bolívia e que devo às pessoas que conheci lá, aos momentos que vivi e ao país muito do que sou hoje. E, na minha avaliação, hoje sou/estou melhor, MUITO melhor.&lt;br /&gt;E porque sou/estou&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;melhor, nessa semana pude descobrir outras coisas... Por exemplo, que fazer uma loucura, algo fora do meu "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;script&lt;/span&gt;" pode ser saudável e, eventualmente, recomendável. Porque nehuma loucura que eu faça será algo tão louco assim que eu não possa lidar. Sou/estou mais forte!! E que prezo MUITO a gentileza. Isso, gentileza. No trato pessoal, nas relações mais comezinhas, em casa, no trabalho, em todos os cantos. E que gentileza, para mim, significa a delicadeza da honestidade e da verdade. Não é uma mera questão de "etiqueta", embora ela também seja relevante... mas uma questão de ver e viver a vida com gentileza, que sejamos francos uns com os outros, que digamos o que verdadeiramente sentimos. Faz tempo aprendi que tem gente que teme a verdade. Eu não. A verdade pode doer, mas toda dor passa. A mentira fica. A dor da mentira passa, como toda dor, mas a mentira fica. Então, para que? Acho que a honestidade permite que nossas relações mudem de patamar, por mais que custe um tempo. A porta fica aberta, porque houve verdade. A mentira decepciona e fecha portas.&lt;br /&gt;Pude confirmar que é melhor experimentar um segundo de maravilha que nunca viver uma. E que quero isso. Quero apenas maravilha. Quero verdade. Quero gentileza. E agradeço aos céus, aos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apus&lt;/span&gt;, à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pachamama&lt;/span&gt;, por ter ido para a Bolívia, ter voltado para São Paulo, e ter podido me dar conta de tudo isso. Porque, sim, eu penso muito, mas, às vezes, pensar muito me leva a descobrir coisas como essas. E viver/construir uma pesquisa de campo em antropologia pode permitir que façamos uma tese, mas, também, um novo "eu-mosaico".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-3472988830700733306?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/3472988830700733306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/03/uma-semana-e-uma-sucessao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3472988830700733306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3472988830700733306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/03/uma-semana-e-uma-sucessao-de.html' title='Uma semana e uma sucessão de descobertas'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-8009588768593295807</id><published>2011-01-31T08:20:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T08:46:37.189-08:00</updated><title type='text'>Quando La Paz me levou ao Cairo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo que cheguei a La Paz fiquei hospedada na casa de Simona e Lorenza. Uma linda casa em Sopocachi, com quintal, janelas grandes e uma cozinha enorme (como aliás, eram todos os cômodos). Mais que grande, a casa era acolhedora e tinha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;buena onda&lt;/span&gt;, como seus habitantes. Quando cheguei estavam também hospedados lá, Ramiro, um médico espanhol, e Amal, uma cineasta egípcia, amiga de Simona.&lt;br /&gt;Fui muito bem recebida por todos e minha primeira aventura paceña (que contei em um dos primeiros posts do blog) foi com Amal, que me levou até um bar em Sopocachi. Amal estava em La Paz por causa de um festival de cinema, ela apresentou um de seus filmes e participou de debates no festival. Depois aproveitou para viajar e conhecer um pouco da Bolívia. Quando cheguei à La Paz, ela voltava de Uyuni. Como já estava em La Paz há alguns dias e, nesse momento, já estava sem compromissos, foi Amal quem me levou para conhecer o centro de La Paz e com ela fui pela primeira vez à Livraria Plural (lugar onde voltei nem sei quantas vezes no tempo em que vivi na cidade...). A primeira salteña paceña que comi foi na companhia dela.&lt;br /&gt;Caminhavamos por La Paz e falavamos de tudo, da vida e de nossos países. Amal viveu muitos anos na Espanha, fala espanhol com sotaque madrileño. Amal me fez querer conhecer o Cairo e o Egito. Eu não sabia muito do Egito, para ser honesta, não sabia nada... ela sabia um pouco sobre o Brasil, em especial sabia de Lula. Em nossas conversas, pela primeira vez, ouvi o nome de Hosni Mubarak. Amal me contou que ele estava no poder há quase 30 anos, que o Egito vive uma ditadura e que o país passava por muitos problemas,  como a falta de liberdade. Me ouvindo falar sobre São Paulo, do caos, da pobreza e dos problemas que a cidade enfrenta, e do quanto amo a cidade, como não consigo me imaginar vivendo em outra cidade brasileira; ela me falou sobre o Cairo, disse que entendia minha relação com a cidade e achava que minha relação com São Paulo era como a dela com a cidade do Cairo. Horror, às vezes ódio, mas amor profundo. Amal me contou que decidiu voltar para o Cairo porque não conseguia mais viver longe de lá, decidiu que era lá que queria viver, apesar de tudo...&lt;br /&gt;Nos despedimos em La Paz em agosto de 2009. Ela me convidando para ir ao Cairo e eu a convidando para vir a São Paulo. Ficamos amigas em poucos dias, quatro talvez... nem me lembro mais exatamente quantos dias passamos juntas... Me lembro das nossas conversas, do som da risada de Amal, que tem um sorriso que enche um salão... Ano passado, 2010, ela me enviou textos sobre ElBaradei e Mubarak. Foi por ela que soube das mobilizações contra a ditadura de Mubarak. Quando olho as fotos dos protestantes no Cairo fico imaginando onde ela está... Se está nas ruas, se está bem, se foi presa... Ainda não tive notícias dela. Espero que esteja bem. Logo que ela anunciou a "Sexta-feira de fúria" no facebook, pouco antes de a internet deixar de funcionar no Egito, escrevi um e-mail para ela. Nesse e-mail enviei a música "Tanto mar", de Chico Buarque. Nada mais me ocorreu, apenas enviar uma música que fala de uma Revolução associada à flores e bem sucedida. Que o Egito mude, que Amal não mude. Que Amal esteja sorrindo em algum lugar do Cairo. Só o que espero é ter boas notícias dela e de seu país o mais rápido possível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-8009588768593295807?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/8009588768593295807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/01/quando-la-paz-me-levou-ao-cairo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8009588768593295807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8009588768593295807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/01/quando-la-paz-me-levou-ao-cairo.html' title='Quando La Paz me levou ao Cairo'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-2394803266169109986</id><published>2011-01-21T04:09:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T04:53:55.342-08:00</updated><title type='text'>Um encontro literário, porque só é possível amar Elias Canetti</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira vez que ouvi falar em Elias Canetti foi em uma aula de Omar Ribeiro Thomaz na Sociais, nos idos de 1997 (acho...). Era uma aula sobre nação e nacionalismo e Omar citou o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A língua absolvida&lt;/span&gt;, para falar sobre os Balcãs. Só muito tempo depois soube que este era o título do primeiro volume da autobiografia de Canetti (que tem 3 volumes).  Na época fiquei interessada pelo livro e pelo autor, mas, como acho que nem sempre lemos o que queremos, isto é, os livros nos encontram em fases adequadas da vida, alguns não adianta tentarmos, só leremos quando estivermos "prontos", acabei não indo atrás do livro e me deixei esperar que o "encontro" acontecesse. E ele aconteceu... Primeiro com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As vozes de Marrakech&lt;/span&gt;, livro de Canetti publicado no Brasil pela Cosac&amp;amp;Naify. Estava perambulando pela feira de livros da USP, em um novembro de 2007 ou 2008, e, de repente, na banca da Cosac&amp;amp;Naify, dei de cara com o nome de Canetti. Comprei o livro sem saber sobre o que se tratava. Foi amor do mais puro o que sobreveio com a leitura. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As vozes&lt;/span&gt; é um livro de viagem, Canetti conta sua primeira ida à Marrakech. Gostei tanto, mas tanto, que dei um jeito de citar o livro na minha qualificação. Citei mesmo, não é epígrafe, é citação. Sabe aqueles livros que te fazem ser melhor? Pois é... depois de ler este livro já o presenteei a não sei quantos amigos... tanto que nem tenho mais o meu volume... não me lembro a quem eu dei, mas certamente foi para alguém MUITO querido. No Natal passado comprei mais dois volumes e presenteei a duas amigas, assim divido com o mundo a maravilha que é ler este livro. No dia 26 de dezembro fui à Livraria Cultura e decidi que era hora de ler &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A língua absolvida...&lt;/span&gt; Cheguei lá e comprei os 3 volumes, edição com preço amigo, da Companhia de Bolso, enfim, comprei. E, novamente, a felicidade se fez... Li &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A língua absolvida&lt;/span&gt; em menos de uma semana, não conseguia parar de ler! Aí veio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma luz em meu ouvido&lt;/span&gt;, o segundo volume. Que li enquanto estive de férias no Rio. Agora estou lendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O jogo dos olhos&lt;/span&gt;, o terceiro e último volume da autobiografia. Não estou lendo rápido, não consigo!! Não quero que acabe... sabe quando a gente começa a economizar um livro? Pois é, estou fazendo isso...  Leio poucas páginas por dia, me delicio com a escrita de Canetti, com o modo como ele descreve pessoas e o tempo em que viveu, com como ele conta sua trajetória intelectual. Pura maravilha!! O modo como Canetti conta episódios de sua vida e seus percursos intelectuais, como se tornou escritor, o mundo em que vivia [primeiro a Bulgária, depois a Inglaterra, a Suíça, a Áustria, a Alemanha, a Áustria de novo (pelo menos até o ponto do livro em que me encontro)], como era a Europa em sua percepção, o que foi a Primeira Guerra, o pânico de outra guerra mundial, a explosão da arte em Viena... Enfim, literatura da melhor qualidade, escrita por um homem sensível e interessante.&lt;br /&gt;Costumo ter encontros bombásticos com autores... foi assim com Tolstói, Érico Veríssimo, Roth, Cortázar, para mencionar os mais fortes e mais recentes. Definitivamente, Canetti.&lt;br /&gt;Gostei, em especial, de duas passagens em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma luz em meu ouvido&lt;/span&gt;. A primeira diz: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O respeito pelas pessoas começa por não ignorarmos suas palavras.&lt;/span&gt;" (pg. 219) Por mais que discordemos delas... A outra diz: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu me inclino perante a memória, perante a memória de qualquer pessoa. Quero deixá-la intacta, pois ela pertence ao ser humano que existe para ser livre. Não oculto minha repugnância por aqueles que se permitem submetê-la a operações cirúrgicas, até que ela se assemelhe à memória de todos os demais. Que operem o nariz, os lábios, as orelhas, a pele e os cabelos, o quanto quiserem operar; que implantem olhos de outra cor, se tiver que ser assim; também corações estranhos, que pulsem por mais um ano; que apalpem tudo, aparem, alisem, igualem, mas que deixem a memória em paz.&lt;/span&gt;"(pg. 304) Só é possível amar Canetti e sua maneira franca e linda de descrever lugares, pessoas e expressar seus sentimentos. Queria ser capaz de me expressar sempre assim, franca e lindamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Quando terminar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O jogo dos olhos&lt;/span&gt; faltará (entre outros livros do autor) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Auto-de-fé &lt;/span&gt;(também publicado pela Cosac&amp;amp;Naify), o grande livro de Canetti. Sabendo como este livro foi escrito, não sei se me deixarei esperar pelo "encontro" ou se vou correr em direção a ele... a ver... depois eu conto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-2394803266169109986?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/2394803266169109986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/01/um-encontro-literario-porque-so-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2394803266169109986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2394803266169109986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/01/um-encontro-literario-porque-so-e.html' title='Um encontro literário, porque só é possível amar Elias Canetti'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-7972823789107562229</id><published>2011-01-18T15:29:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T15:33:48.615-08:00</updated><title type='text'>O Silêncio do Macho</title><content type='html'>&lt;a href="http://newyorkibe.blogspot.com/2011/01/o-silencio-do-macho.html"&gt;O Silêncio do Macho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI71128-15230,00-O+SILENCIO+DO+MACHO.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto interessante sobre o silêncio dos homens heterossexuais em meio à multiplicação de vozes e discursos de mulheres heterossexuais, homens e mulheres homossexuais e transgêneros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-7972823789107562229?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://newyorkibe.blogspot.com/2011/01/o-silencio-do-macho.html' title='O Silêncio do Macho'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/7972823789107562229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/01/o-silencio-do-macho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/7972823789107562229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/7972823789107562229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2011/01/o-silencio-do-macho.html' title='O Silêncio do Macho'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-4193256450951466542</id><published>2010-12-19T07:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-19T07:58:47.098-08:00</updated><title type='text'>Regalo de Don Gabo, desde La Paz</title><content type='html'>&lt;h3 style="font-weight: bold; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aí&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hoje&lt;/span&gt; recebi essa lindeza de meu amigo Gabo, direto de La Paz. Gostei MUITO!!&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;The Laughing Heart (Charles Bukowski) &lt;/h3&gt; &lt;div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/emelobi/416304760/" title="photo sharing" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/123/416304760_7ac8996d8e_m.jpg" alt="" style="border: 2px solid rgb(0, 0, 0);" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 0.9em; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    your life is your life&lt;br /&gt;   don’t let it be clubbed into dank submission.&lt;br /&gt;   be on the watch.&lt;br /&gt;   there are ways out.&lt;br /&gt;   there is a light somewhere.&lt;br /&gt;   it may not be much light but&lt;br /&gt;   it beats the darkness.&lt;br /&gt;    be on the watch.&lt;br /&gt;   the gods will offer you chances.&lt;br /&gt;   know them.&lt;br /&gt;   take them.&lt;br /&gt;   you can’t beat death but&lt;br /&gt;   you can beat death in life, sometimes.&lt;br /&gt;   and the more often you learn to do it,&lt;br /&gt;    the more light there will be.&lt;br /&gt;   your life is your life.&lt;br /&gt;   know it while you have it.&lt;br /&gt;   you are marvelous&lt;br /&gt;   the gods wait to delight&lt;br /&gt;   in you.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-4193256450951466542?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/4193256450951466542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/12/regalo-de-don-gabo-desde-la-paz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/4193256450951466542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/4193256450951466542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/12/regalo-de-don-gabo-desde-la-paz.html' title='Regalo de Don Gabo, desde La Paz'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/123/416304760_7ac8996d8e_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-6351324925429536731</id><published>2010-12-19T07:15:00.000-08:00</published><updated>2010-12-19T07:28:01.277-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cocalero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vento'/><title type='text'>Documentário "Cocalero"</title><content type='html'>Ontem assisti ao documentário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cocalero&lt;/span&gt;, do argentino Alejandro Landes. Um filme interessante, que mostra a primeira campanha presidencial de Evo Morales, mas, mais que isso, também mostra bem a organização e luta dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cocaleros&lt;/span&gt;. Em especial das mulheres &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cocaleras&lt;/span&gt;, como Leonilda Zurita.&lt;br /&gt;Confesso que o que mais gostei foi ouvir o espanhol boliviano e ver imagens de Cochabamba, La Paz, outras cidades e paisagens bolivianas.&lt;br /&gt;Não me entendam mal, o filme é bom. Muito bom, aliás. Mas sinto saudades da Bolívia... ainda mais em uma semana em que aconteceu a banca de qualificação de meu doutorado e "respirei Bolívia" diariamente...&lt;br /&gt;Sinto saudades da paisagem do Altiplano, do vento, do cheiro, de ver os picos nevados... sinto saudades das pessoas com quem vi, senti, vivi a Bolívia e o Altiplano.&lt;br /&gt;O vento no Altiplano parece o vento do pampa. É gelado, mas não é úmido como no extremo sul. Em ambos lugares o vento muitas vezes me fez pensar... e eu, que há tanto tempo não ouvia o vento, voltei a ouvi-lo no Altiplano... De fato, jamais esquecerei, foi em Uyuni que consegui voltar a ouvir o vento. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jallalla&lt;/span&gt; Bolívia!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-6351324925429536731?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/6351324925429536731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/12/documentario-cocalero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6351324925429536731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6351324925429536731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/12/documentario-cocalero.html' title='Documentário &quot;Cocalero&quot;'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-5800267743436836705</id><published>2010-12-04T05:09:00.000-08:00</published><updated>2010-12-04T05:14:54.944-08:00</updated><title type='text'>Mario Benedetti - outro poema de Las soledades de Babel</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;El infinito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;L'eternité n'est guère plus longue que la vie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;RENÉ CHAR&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De un tiempo a esta parte&lt;br /&gt;el infinito&lt;br /&gt;se ha encogido&lt;br /&gt;peligrosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quién iba a suponer&lt;br /&gt;que segundo a segundo&lt;br /&gt;cada migaja&lt;br /&gt;de su pan sin límites&lt;br /&gt;iba así a despeñarse&lt;br /&gt;como canto rodado&lt;br /&gt;en el abismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-5800267743436836705?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/5800267743436836705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/12/mario-benedetti-outro-poema-de-las.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5800267743436836705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5800267743436836705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/12/mario-benedetti-outro-poema-de-las.html' title='Mario Benedetti - outro poema de Las soledades de Babel'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-464771242600157133</id><published>2010-12-04T05:07:00.000-08:00</published><updated>2010-12-04T05:09:00.560-08:00</updated><title type='text'>Mario Benedetti - Las soledades de Babel</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Somos la catástrofe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;La labor de los intelectuales de América Latina ha sido, en general, catastrófica,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;OCTAVIO PAZ&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hay una dignidad que el vencedor no puede alcanzar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;JORGE LUIS BORGES&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dice octavio que en latinoamérica&lt;br /&gt;los intelectuales somos la catástrofe&lt;br /&gt;entre otras cosas porque defendemos&lt;br /&gt;las revoluciones que a él no le gustan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;somos la catástrofe asimismo&lt;br /&gt;porque hemos sido derrotados&lt;br /&gt;pero ¿no es raro que octavio ignore&lt;br /&gt;que la verdad no siempre está&lt;br /&gt;del lado de los victoriosos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de cualquier manera&lt;br /&gt;ya que con la derrota aprendimos la vida&lt;br /&gt;exprimamos la memoria como un limón&lt;br /&gt;quedémonos sin ángeles ni demonios&lt;br /&gt;solos como la luna en el crepúsculo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desde paco pizarro y hernán cortés&lt;br /&gt;hasta los ávidos de hogaño&lt;br /&gt;nos han acostumbrado a la derrota&lt;br /&gt;pero de la flaqueza habrá que sacar fuerzas&lt;br /&gt;a fin de no humillarnos / no humillarnos&lt;br /&gt;más de lo que permite el evangelio&lt;br /&gt;que ya es bastante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para bien o para mal no es imposible&lt;br /&gt;que los veteranos del naufragio&lt;br /&gt;sobrevivamos como tantas veces&lt;br /&gt;y como tantas veces empecemos&lt;br /&gt;desde cero o desde menos cuatro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;es casi una rutina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;los derrotados mantenemos la victoria&lt;br /&gt;como utopía más o menos practicable&lt;br /&gt;pero una victoria que no pierda el turno&lt;br /&gt;de la huesuda escuálida conciencia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;los vencidos concebimos el milagro&lt;br /&gt;como quimera de ocasión&lt;br /&gt;pero siempre y cuando sea un milagro&lt;br /&gt;que no nos cubra de vergüenza histórica&lt;br /&gt;o simplemente de vergüenza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-464771242600157133?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/464771242600157133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/12/mario-benedetti-las-soledades-de-babel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/464771242600157133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/464771242600157133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/12/mario-benedetti-las-soledades-de-babel.html' title='Mario Benedetti - Las soledades de Babel'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-341490702490427481</id><published>2010-11-20T18:18:00.000-08:00</published><updated>2010-11-20T18:33:10.362-08:00</updated><title type='text'>Um ano atrás...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ano atrás eu estava em La Paz, em frente ao mesmo computador (mas com MUITO mais roupas... fazia frio e chovia), ouvia música, como agora, e pensava na tese de doutorado em antropologia que me meti a fazer... como agora...&lt;br /&gt;Hoje é 20 de novembro, dia da consciência negra. Dia em que Vini se despede de La Paz e meus amigos "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;paceños&lt;/span&gt;" estão todos reunidos por lá para se despedir dele. Dia em que trabalhei na tese e fui à casa da Helô... Saudades de quando a casa dela era também a minha.  De quando tinhamos todo o tempo para falar das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tesis &lt;/span&gt;e da "tessitura", como diz Elenita (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a quien extraño tanto!!&lt;/span&gt;). Da minha janela eu vejo a lua... um ano atrás eu via as  ladeiras e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cejas&lt;/span&gt; de La Paz... tantas coisas mudaram e tão pouco mudou. Tenho a impressão que o mais doce da vida é mudar completamente, e perceber que por mais que mudes, o que és, quem és, não muda. Eu sou!! Sempre fui... só não tinha percebido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-341490702490427481?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/341490702490427481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/11/um-ano-atras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/341490702490427481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/341490702490427481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/11/um-ano-atras.html' title='Um ano atrás...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-6826675133214436263</id><published>2010-11-08T02:55:00.000-08:00</published><updated>2010-11-08T03:29:17.194-08:00</updated><title type='text'>IDH 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 04 de novembro o PNUD publicou o rank de países de acordo com os indicadores do IDH. Bolívia está em 95° lugar. Apesar da mudança de metodologia para o cálculo do índice,  algo que é um impeditivo para comparações com anos anteriores, é de se notar que a Bolívia apresenta uma mudança de posição impressionante, uma vez que ano passado estava em 113°. No entanto, o país continua apresentando desigualdades, em especial relativas às questões que envolvem origem étnica e gênero, indicando que ainda há muito por fazer no país.&lt;br /&gt;O IDH é um índice que foi criado há 20 anos e a edição de 2010, como já mencionamos, trouxe algumas  mudanças de metodologia, o que impede a comparação com anos anteriores. Criado pelos economistas membros da ONU, Mahbud ul Haq e Amartya Sen,  para medir o nível de desenvolvimento e a qualidade de vida das  pessoas, o IDH considera outros indicadores além dos econômicos. Assim,  um determinado país pode ter altos índices de renda e possuir um IDH  baixo. Isto acontece porque as outras variáveis incluídas no índice,  como longevidade e educação, têm um grande impacto no resultado final.&lt;br /&gt;Sobre a atual situação da Bolívia, o PNUD-Bolivia lançou o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Los cambios detrás del cambio - Desigualdades y movilidad social en Bolivia&lt;/span&gt; (Link: http://idh.pnud.bo/index.php?option=com_hello&amp;amp;view=noticias ).&lt;br /&gt;Para ler comentários do PNUD sobre o IDH na América Latina e acesso a  mais informações sobre o tema no site das NU: http://hdr.undp.org/en/media/PR4-HDR10-RegRBLAC-PT-rev2.pdf&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-6826675133214436263?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/6826675133214436263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/11/idh-2010.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6826675133214436263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6826675133214436263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/11/idh-2010.html' title='IDH 2010'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1125624548559171602</id><published>2010-11-01T08:42:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T08:51:16.943-07:00</updated><title type='text'>Outra festa surpresa de aniversário...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eis que, um ano depois, ganhei outra festa supresa de aniversário!! Dessa vez foram minha mãe e irmã que organizaram. Os amigos vieram, comemos churrasco no quintal e nos divertimos.&lt;br /&gt;Foi inevitável lembrar do ano passado em La Paz... foi invitável sentir saudades de todos, todas e de tudo...&lt;br /&gt;Helô também veio!! Dançamos músicas que nos lembram La Paz e, como ela definiu, tivemos nosso "momento 'piada interna'." Porque só nós estavamos achando o máximo ouvir e dançar aquelas músicas... hehehe&lt;br /&gt;Faltou muita gente... muita gente que está lá nas alturas, com os Apus, e gente que está no velho continente... também gente daqui que entrou na minha vida e as gurias ainda não conhecem... Mas tudo bem, foi bom comemorar meu aniversário da maneira mais caseira que posso imaginar... que esse ano novo seja tão bom quanto o que passou!! ;)&lt;br /&gt;Agradeço aos amigos pelo carinho, tanto aos que apareceram por aqui, como aos que me enviaram mensagens e e-mails tão lindos!! Os quiero mucho!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1125624548559171602?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1125624548559171602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/11/outra-festa-surpresa-de-aniversario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1125624548559171602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1125624548559171602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/11/outra-festa-surpresa-de-aniversario.html' title='Outra festa surpresa de aniversário...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-2181142797042483510</id><published>2010-10-30T08:50:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T08:52:01.549-07:00</updated><title type='text'>Texto da amiga Luciana Duccini</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:donotshowinsertionsanddeletions/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt; 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São os debates do entorno que as fazem retornar amargas e cheias de rancor. Mas não se trata de um rancor pequenino, vindo das muitas feridinhas pessoais. Trata-se de amargor mais vago, porém mais vasto, acordado pela invasão dos ouvidos por velhos ódios. Explico-me. Cresci na grande locomotiva produtiva, orgulho de um país que se queria branco e norte-americano. A velha Europa já era, então, um museu de ideais decadentes e socialismos mal ou bem acabados. Em meio aos nossos infinitos quilômetros de asfalto preto, incontáveis blocos de concreto empilhados, imensuráveis paredes de vidro espelhado e canais domesticando rios, fomos ensinados a reconhecer nossa superioridade de “povo”. Um povo que mantinha suas plantas, animais, crianças e “outros” sob minucioso cuidado em seus canteiros bem demarcados. Bem diferente daquela “sub raça” a quem alimentávamos com a caridade do suor de nosso labor, era o que nos diziam. Não nós! Os industriosos, trabalhadores incansáveis que acordavam cedo para ficar parados no trânsito. E com nossos impostos, ora veja, alimentávamos os subnutridos, preguiçosos, analfabetos que invadiam os cantos de nosso paraíso industrial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Eram, nos diziam, por natureza assim: incapazes de cuidar da própria vida e vinham aos magotes, nos meios mais precários para enfeiar nossas praças. Evidentemente, não tinham cultura nem preparo psicológico para se adequar à dura realidade do trabalho cotidiano e responsável. Por certo, desse modo, nunca conseguiam se inserir completamente em um dos muitos postos de trabalho oferecidos a quem estendesse a mão. Quando dotados de certa energia ainda serviam para algo, como domésticas, babás, diaristas, pedreiros, porteiros. Aquela gente feia e ignorante com a qual éramos obrigados a conviver para que não morressem de fome, já que ali estavam. Não resta sombra de dúvida que, por exemplo, uma babá ideal, além de branca, seria formada em pedagogia. De preferência, filha de uma boa família de nossas relações, mas o que se faria, então, dos milhões de nordestinos que haviam invadido a metrópole?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma das primeiras cenas de desprezo pelo outro de que me lembro ocorreu quando eu tinha cerca de onze ou doze anos. Havia viajado de férias para a casa de avós de amigos, que não chegava a ser um sítio, mas tinha uma família de caseiros. Um tarde, após o lanche, nos encontrávamos todos na sala de televisão, crianças e adultos juntos. O caseiro entrou para falar algo com o patrão, terminou o assunto de trabalho e teve sua atenção captada pelo programa que, então, se apresentava. Muito generoso, o avô de meus amigos, lhe convidou para assistir ao programa. Agachado num canto da sala. Mais tarde, repreendido pela própria filha, o senhor explicou: “em minha casa, empregado, se quiser sentar, senta no chão”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Era assim que essas pessoas encontravam trabalho na metrópole que, sonharam, as afastaria da pobreza de um país ainda dominado por grandes coronéis sem patente alguma. Chegavam na imensa cidade domesticada, mas para elas não havia lugar. Iam buscá-los nas fímbrias das ocupações bem construídas. Por vezes, bairros próximos e decadentes onde se podia encontrar imóveis abandonados por donos que, evidentemente, não precisavam deles no momento em que seu valor de mercado estava baixo. Ou onde havia espaços vazios suficientes para que se erguessem as paredes de madeira e papelão que lhes serviriam de abrigo. Ao passar de carro, fechávamos os vidros. Os rostos se espreitavam mutuamente, mas medo era só o que se trocava. Lembro-me bem da região das avenidas do Estado e Ricardo Jafé. Todas aquelas pessoas na beira da rua, pois não havia calçada, homens, mulheres, crianças, suas janelinhas de compensado colorido, seus tetos de Eternit e o modo como observávamos uns aos outros. Eles, talvez, apenas pensando quando poderiam ter um carro igual ao do meu pai. Eu, porém, me perguntando porque eram tão estranhos. Quando questionados, os adultos me diziam: “são os pobres”. Mas por que são pobres? “Porque não têm trabalho”. Mas por que não têm trabalho? “Porque não estudaram.” Mas por que não estudaram? “Por que têm muitos filhos”. Pela minha idade, imagino que o ilustre dr. Elcimar Coutinho já havia concluído, ou estava concluindo, seu curso de medicina e se preparando para propagar a esterilização de mulheres pobres como forma de responder às “minhas” inquietações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É conveniente acrescentar que essas minhas memórias são de uma época em que ainda vivíamos sob a ditadura militar. Residindo no ABC Paulista, tive o privilégio de assistir, pelas frestas das janelas, algumas manifestações das Grandes Greves. Para mim eram momentos de emoções confusas, mistura de medo, excitação e incompreensão. Minha mãe sempre explicava que os trabalhadores lutavam por salários justos e melhores condições de trabalho. Parecia-me altamente razoável, mas mesmo assim, ficávamos sem ir à escola. Dizia-se – uma criança não consegue identificar fontes de boatos – que, se saíssemos às ruas, os trabalhadores em greve virariam nosso carro e nos apedrejariam. Nunca entendi o porquê. Afinal, não éramos nós que lhes pagávamos maus salários. Por que haveríamos de ser suas vítimas? Pelo sim, pelo não, minha mãe preferia seguir a multidão apavorada e trancada em casa. Enquanto isso, meu pai ficava morando na fábrica. Um dia chegava um motorista para, rapidamente, pegar a mala que minha mãe havia preparado e não sabíamos em quantos dias ele iria voltar. Naquela época, sendo ele um homem justo, eu achava que estaria defendendo os salários dos operários. Para meu grande desapontamento, descobri depois, que negociava pela fábrica. Foi quando aprendi que pessoas muito boas podem estar do lado errado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O medo que sentíamos dos trabalhadores só podia ser comparado àquele de quando fugiam presidiários em julgamento no Fórum em frente ao qual morávamos. Os policiais corriam a avisar aos vizinhos e, novamente, nos trancávamos em casa. Nunca ouvi um tiro sequer, mas o terror se concretizava nas janelas fechadas em pleno dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Esses operários a quem temíamos, por mera questão lógica, não poderiam ser aquelas pessoas que eu via à porta de seus barracos, já que possuíam empregos, logo deveriam ter estudado alguma coisa, logo não deveriam ter tantos filhos. Mas, no estereótipo das massas perigosas, todos se misturavam: os rostos magros, muitas vezes pretos e sujos dos que moravam nos casebres à beira das avenidas ou embaixo dos viadutos e aqueles dos que vestiam macacões. É a receita do medo difuso e persistente do outro que não é como eu, mas que eu nem sei em que não é como eu. É esse medo que vejo ressurgir hoje, com imensa tristeza. É esse medo que vejo nos blogs que falam das famílias que vivem do “bolsa miséria”, na demissão da psicanalista Maria Rita Kehl, nas mensagens que nos ameaçam com rosto difuso de índios misturados com Hugos Chaves. É o medo que fala sobre “os rincões do Brasil”, onde felizmente, hoje, vivo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Como eu me libertei desse medo, não tenho certeza, mas acho que foi quando comecei a me tornar uma migrante. Muito antes de mudar de Estado, quando as freiras do meu colégio nos levaram para montar uma escolinha na favela do Heliópolis – que não durou muito tempo graças ao pânico gerado entre mães, a minha foi exceção, justiça seja feita – ou quando fiz amizade com alguns punks do ABC, ou quando abandonei a Publicidade pelas Ciências Sociais. Talvez tenha sido na Bahia, quando comecei a fazer trabalho de campo nas periferias distantes que a classe média soteropolitana nem sabe onde fica. Enfim, não importa, o que importa é que o meu medo hoje virou ao contrário: tenho medo que o ódio à diferença vença. Tenho medo dos discursos vazios e inflamados que a direita nos lança ao rosto, como se eu, que saí do lugarzinho estreito que ocupava, não soubesse do que falo e eles sim. Tenho memória, meus senhores, e por mais que eu migre, ela me acompanhará.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; line-height: 150%;" align="right"&gt;Luciana Duccini&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; line-height: 150%;" align="right"&gt;Professora e cidadã&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-2181142797042483510?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/2181142797042483510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/10/texto-da-amiga-luciana-duccini.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2181142797042483510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2181142797042483510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/10/texto-da-amiga-luciana-duccini.html' title='Texto da amiga Luciana Duccini'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-2347064631070715651</id><published>2010-09-15T19:58:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T20:10:57.146-07:00</updated><title type='text'>Entrevista de Eduardo Galeano, El País</title><content type='html'>&lt;div class="cabecera_noticia_reportaje"&gt;         &lt;h1&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;(Porque sempre é bom pensar sobre o que diz Galeano...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;"Hay una demonización de Chávez"&lt;/h1&gt;   &lt;h3&gt; &lt;/h3&gt;      &lt;div class="firma"&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;ÓSCAR GUTIÉRREZ&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- Madrid - &lt;/em&gt;10/09/2010             &lt;/p&gt;    &lt;/div&gt;       &lt;div class="limpiar"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p&gt;El reloj, para Eduardo Galeano (Montevideo, 1940), marca  todavía hora de la capital uruguaya aunque el ruido que se cuela en la  charla por la ventana llega de la Puerta del Sol. "Disculpa si digo  muchas tonterías. Es el &lt;i&gt;jet lag&lt;/i&gt;". Ni por asomo, las cinco horas que separan a Madrid de la capital uruguaya ponen patas arriba la palabra del autor de &lt;i&gt;Las venas abiertas de América Latina&lt;/i&gt;. El escritor ha visitado España para participar en la &lt;a href="http://www.aecid.es/web/es/noticias/2009/09_Septiembre/%7E2009_07_09AecidSemanacooperacion" target="_blank"&gt;Semana de la Cooperación que organizan la AECID&lt;/a&gt;  y la &lt;a href="http://ipsnoticias.net/" target="_blank"&gt;agencia Inter Press Service&lt;/a&gt;, ocasión que aprovecha para "echar un vistazo al mundo de hoy, un mundo al revés".&lt;/p&gt;                                                                                                                &lt;div class="info_complementa"&gt;             &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;Pregunta.&lt;/b&gt; Vargas Llosa ha escrito que aún se considera periodista. ¿Y usted?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Respuesta. &lt;/b&gt;Sí,  pero hay una tradición que cree que el periodismo es un ejercicio que  se practica en los bajos fondos de la literatura, y en lo alto del altar  está la creación del libro. No comparto esa división de clases. Creo  que todo mensaje escrito forma parte de la literatura, incluyendo los  grafiti de las paredes. Hace tiempo que, sobre todo, escribo libros y  muy pocos artículos. Pero me formé en eso y tengo la marca de fábrica.  Le agradezco al periodismo que me haya sacado de la contemplación de los  laberintos de mi propio ombligo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;P.&lt;/b&gt; En ocasiones cita la frase de un anónimo: "Nos mean y los diarios dicen que llueve". ¿Sigue lloviendo?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;R.&lt;/b&gt;  Es un grafiti que vi en una calle de Buenos Aires. Las paredes son la  imprenta de los pobres. Sigue lloviendo. Empezando por la imposición de  un lenguaje mentiroso. Cuando llaman contratistas a los mercenarios  mienten; cuando llaman catástrofes naturales a los desastres que el  mundo sufre mienten también, porque la naturaleza no tiene la culpa de  los crímenes que se cometen contra ella; se invoca a la comunidad  internacional y se refieren a un club de banqueros y guerreros que  dominan el mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;P.&lt;/b&gt; Hace tiempo que no escuchamos que la prensa es el cuarto poder. ¿Hemos bajado un peldaño?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;R. &lt;/b&gt;No.  Se han desarrollado formas de comunicación que te devuelven la  confianza en que este mundo al revés es un centro de paradojas  interesante. Internet nació al servicio de la industria militar, y luego  se convirtió en otra cosa distinta. Se multiplicaron las voces no  escuchadas que sonaban en campana de palo. Ha contribuido al desarrollo  de formas alternativas de comunicación. Yo soy prehistórico y necesito  que un diario me cruja las manos, el olor de la tinta y el papel.  Tampoco puedo leer un libro en pantalla. Me gusta mucho el papel en la  mano, el libro que me apoyo contra el pecho, lo escucho poniendo contra  la oreja las palabras que transmite aunque a veces parecen muertas en el  papel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;P.&lt;/b&gt; El encuentro de la AECID e IPS pretendía  implicar a los medios en un "desarrollo más inclusivo". ¿Se nos olvidó  incluir a alguien al contar la crisis?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;R. &lt;/b&gt;Hubo una  manipulación, creo que no inocente, de los grandes medios de  comunicación de tal manera que los autores de la catástrofe, los  banqueros de Wall Street, terminaron en algo similar a la inocencia  hasta creer que la culpa de la crisis la tenía Grecia. Pero también hay  voces alternativas que suenan como las radios comunitarias. Han sido  despreciadas y perseguidas en muchos países, pero ahora han ido  encontrando su lugar. Las voces de la gente, sin intermediarios, suenan  más verdaderas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;P.&lt;/b&gt; ¿Existe una menor implicación ideológica del periodista?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;R.&lt;/b&gt;  Cualquier forma de apoyo de la diversidad de las voces humanas me  parece estimulante, tenga la forma que tenga y se le ponga la etiqueta  que se le ponga. Creo en la diversidad de la condición humana. Lo mejor  del mundo es la cantidad de mundos que tiene. En Espejos. Una historia  casi universal (2008) intenté abarcar el mundo sin hacer caso de las  fronteras, el mapa o el tiempo para celebrar la diversidad.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;P.&lt;/b&gt;  Los episodios de violencia contra la prensa de los setenta en América  Latina se repiten en nuestros días. ¿Se puede librar el periodista de la  coacción?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;R.&lt;/b&gt; Hay espacios de independencia que es posible  abrir. En Argentina dirigí la revista cultural Crisis. Pero me tuve que  ir porque la revista prefirió quedar parada y no inclinarse ante la  voluntad del golpe militar triunfante que implicaba una censura cada vez  peor. Pero mientras duró fue una experiencia extraordinaria. Llegamos a  vender 35.000 ejemplares. Para los militares tenía un tufillo  subversivo porque se le daba la palabra a los que habían nacido para  tener la boca cerrada. Mi experiencia de vida me ha enseñado que todos  tenemos algo que decir a los demás, algo que hacer por los demás,  celebrado o por lo menos perdonado. Algunas voces resuenan y otras no.  Hay muchos que están condenados al silencio eterno. A veces las voces  desconocidas, despreciadas, ignoradas son mucho más interesantes que las  del poder y sus múltiples ecos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;P. &lt;/b&gt;En Venezuela, Argentina, Bolivia, Ecuador, los Gobiernos andan a la gresca con los medios de comunicación...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;R. &lt;/b&gt;Las  generalizaciones corresponden a una visión de nuestra realidad, la  latinoamericana o del sur del mundo, que el norte tiene. Los débiles,  cada vez que intentan expresarse o caminar con sus piernas, resultan  peligrosos. El patriotismo es legítimo en el norte del mundo y en el sur  se convierte en populismo o, peor todavía, terrorismo. Las noticias son  muy manipuladas, dependen de los ojos que las ven o el oído que las  escucha. La huelga de hambre de los indios mapuches en Chile ocupa poco o  ningún espacio en los medios que más influencia tienen, y una huelga de  hambre en Venezuela o Cuba merece la primera plana. ¿Quiénes son los  terroristas? ¿Son piratas los que asaltan los barcos o los que pescan  violando las leyes y los límites?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;P.&lt;/b&gt; El presidente venezolano, Hugo Chávez, es uno de los que andan enzarzados con la prensa ¿Tenemos veredicto con él?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;R. &lt;/b&gt;Hay  una demonización de Chávez. Antes Cuba era la mala de la película,  ahora ya no tanto. Pero siempre hay algún malo. Sin malo, la película no  se puede hacer. Y si no hay gente peligrosa, ¿qué hacemos con los  gastos militares? El mundo tiene que defenderse. El mundo tiene una  economía de guerra funcionando y necesita enemigos. Si no existen los  fabrica. No siempre los diablos son diablos y los ángeles, ángeles. Es  un escándalo que hoy, cada minuto, se dediquen tres millones de dólares  en gastos militares, nombre artístico de los gastos criminales. Y eso  necesita enemigos. En el teatro del bien y del mal, a veces son  intercambiables como pasó con Sadam Husein, un santo de Occidente que se  convirtió en Satanás.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-2347064631070715651?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.elpais.com/articulo/internacional/Hay/demonizacion/Chavez/elpepuint/20100910elpepuint_6/Tes' title='Entrevista de Eduardo Galeano, El País'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/2347064631070715651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/entrevista-de-eduardo-galeano-el-pais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2347064631070715651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2347064631070715651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/entrevista-de-eduardo-galeano-el-pais.html' title='Entrevista de Eduardo Galeano, El País'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-7996188794039388984</id><published>2010-09-15T10:29:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T10:30:19.957-07:00</updated><title type='text'>Vídeo Abuela Grillo</title><content type='html'>http://www.vimeo.com/11429985&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corto animado  producido en The Animation Workshop en Viborg, Dinamarca,  por The Animation Workshop, Nicobis, Escorzo, y la Comunidad de  Animadores Bolivianos, el cual tiene el apoyo del Gobierno de Dinamarca.&lt;br /&gt;Animado por 8 animadores bolivianos, dirigido por un francès, musica por  la ambasadora de bolivia en Francia, composida por un otro francès, un  proyecto danès, ajuda de produccion por un mexicano y una allemana.  Adaptado de un mito ayoreo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-7996188794039388984?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.vimeo.com/11429985' title='Vídeo Abuela Grillo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/7996188794039388984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/video-abuela-grillo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/7996188794039388984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/7996188794039388984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/video-abuela-grillo.html' title='Vídeo Abuela Grillo'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-154776482040126294</id><published>2010-09-13T08:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T08:24:20.079-07:00</updated><title type='text'>Fascinação pelo silêncio de Mary Farrel</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 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 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Hoje é domingo, e a cidade n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ão emite som algum, nem do ocasi&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;onal pássaro, nem de um carro di&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;straído, nem dos cachorros&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; em seu passeio matinal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Nada. É um silênc&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;io quase total. Não é um silêncio triste, nem ameaçador, nem de uma solidão indesejada, se trata simplesmente de um lindo momento de quietude que me permite refletir sobre o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Já faz tempo &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;es&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;s&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;e&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;assunto&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; me fascina em todas as suas ramificaç&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ões. &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Começou a me intrigar devido a um pequeno mal estar pessoal. Não &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;agüentava&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;as constant&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;es interrupções nas conversas. E&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;sp&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;e&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;rava&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; com irritação a minha vez.&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; Parecia que todo mundo falava ao mesmo tempo. Quando escutavam&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;? Como sabiam do que falavam os outros?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Em &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;min&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;h&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;a&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;formação &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;familiar, ou talvez cultural, a interrupç&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ão era considerada &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;falta de &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;educação&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Não entendia, portanto, o costume mediterrâneo que, &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;pouco a pouco, se revelava como participativo,&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;simpático e, para minha surpresa, compreensível. As conversas se desenvolviam sem &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;pausas, e se &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;solapavam continuamente. Quando, por algum motivo, chegava o &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;silêncio,&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;se dizia: &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“Acaba de passar um anj&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;o&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Deste modo, me dei conta do pouco valor que na cultura &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;espanh&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ola&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;e talvez tamb&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ém &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;na &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;la&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;tina, se atribui ao silêncio. &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Depois de muitos anos vivendo na Espanha, fui viajar com uma amiga de Nova York. &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Em um dado momento, durante &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;nossa ex&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;cur&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;são de três dias de bicicleta pela campina ingle&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;sa, minha companheira me &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;disse&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, chate&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;a&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;d&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;a:&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“Você n&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ão para de&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; me interromper&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”. Sem me dar conta, tinha adotado o costume latino de interromper constantemente&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; o o&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ut&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ro&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; durante as&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; conversas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Esta experiê&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ncia me&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; deu ainda mais estímulo&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; para continuar refletindo sobre o significado cultural dos usos do silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Efetivamente, enquanto certas culturas consideram pernicioso o sil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;êncio durante uma conversa, outras consideram adequado realizar uma pausa de um ou dos segundos depois a intervenção de alguém, para dar margem a outra intervenção. Existem também outras cul&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;turas que permitem umas pausas ainda mais longas para dar tempo para pensar sobre o que foi dito e preparar o que se vai d&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;izer em sequência. Estes &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;crêem&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;no dito: &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“É preciso pensar antes de falar&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;O silêncio, como tema de pesquisa, cada&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; dia me intrigava mais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Inicialmente examinei o contraste entre o silêncio e o ruído. Logo comecei a captar as diferenças entre uns silêncios e outros. &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Perguntava-me&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; onde se encontram os silêncios e qual era a importância de cada tipo. De fato, existem sil&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;êncios pacíficos e silênci&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;os perniciosos. A compreensão de&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; determinados silêncios pode ajudar a fomentar a paz, ou provocar o conflito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Nossos &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;provérbios&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;e ditos estão cheios de advert&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ências sobre o papel do silêncio em nossas vidas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Por ex&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;emplo,&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; em espanhol temos o dito: &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“O bebê que não chora, não mama&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”. S&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;em dúvida, a cultura chinesa prega o oposto: &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“O pato que grasna rec&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;e&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;be a pr&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;imeira bala&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Ou seja&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;,&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; vai para a panela primeiro. Ou, no Japão se adverte que: &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“O prego que &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;sobress&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ai é o que recebe a martelada&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;O Evangelho de São João nos conta como Pilatos disse a Jesus: &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;De onde &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;és tu?&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; Jesus não respondeu, &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;atitude&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; que e&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;nfureceu ao político que, por sua vez, &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;o &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ameaçou &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;com&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;essas&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; palavra&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;s: &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e poder para te crucificar?&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; É preciso avaliar os perigos que podem conter certos silêncios. Inclusive, se inventou a tortura para obrigar a falar, e a ameaça de morte para obrigar a calar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Se&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; p&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;oderia &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;fazer uma escala de periculosidade sobre o falar e o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;cal&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;a&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;r. &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;À&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;s&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;vezes, a valentia de falar para proteger a justiça custa pouco (oferecer alguns come&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;n&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;tários positivos para&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; respaldar uma vítima de ass&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;é&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;dio no trabalho). &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;À&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;s &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;vezes, a valentia de guardar silêncio custa muito, como no caso da família que pr&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;o&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;tegeu&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; Anne Frank.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Ao longo dos últimos anos refleti muito sobre o papel que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;tem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;o sil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;êncio na convivência humana. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;A seguir mostro alguns exemplos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;No &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;âmbito&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;doméstico, ao&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; nos&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; abstermos de soltar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;um comentário negativo acalmamos uma situação. No âmbito&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; do trabalho, pode ser importante n&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ão meter&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; lenha em uma sessão de fofoca. E, nos âmbitos diplomáticos, de negócios ou de estudos internacionais, &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;convém&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; ser muito cauteloso&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; e observador para detectar as regras não escritas sobre os usos do silêncio. Assim &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;evitaríamos&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;alguns&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; mal entendidos baseados em impressões, interpretações feitas a partir de nossos próprios&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;padrões sociais&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;. Essa pessoa é mal educada, ou está agindo de acordo com algum código de relações diferente do meu?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;m&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;dia se instruem aos alunos das altas escolas&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; de neg&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;ócios na arte de perceber &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;os códigos silenciosos, e em como agir sem ofender nem ser ofendido. Na sociedade contemporânea é indispensável aprender a calibrar os usos do silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Quanto a mim, sigo fascinada com o sil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;êncio, ou os silêncios, em múl&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;tiplas áreas da vida humana, que, dado sua pouca importância&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, frequentemente&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; passam desapercebidas. As&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; seguintes categorias incluem variações do silêncio&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;: a filosofia, a arte, a literatura, a música, o cinema, a aventura (o&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;deserto&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, o&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;s &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;pólos&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;,&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; a montanha), a poesia, a espiritualidade, a surdez, o autismo&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, a saúde e seus tabus, o zero (&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;é um&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; nada), as finanças e a política, a física (o ruído), e o humor (a ironia).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;E, talvez, como diz Hamlet: &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;“&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;O resto&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; é silêncio&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;”&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-154776482040126294?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/154776482040126294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/fascinacao-pelo-silencio-de-mary-farrel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/154776482040126294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/154776482040126294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/fascinacao-pelo-silencio-de-mary-farrel.html' title='Fascinação pelo silêncio de Mary Farrel'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-5896349522650794620</id><published>2010-09-12T20:21:00.000-07:00</published><updated>2010-09-12T20:45:35.952-07:00</updated><title type='text'>La Paz também é a minha casa...</title><content type='html'>Ontem fui à comemoração de aniversário de uma amiga muito querida. Enquanto conversava com Joana sobre La Paz, soltei um dos atos falhos mais explícitos dos quais me lembro de já ter dito... eu disse: "é que La Paz é uma casa..." Chamei a cidade de casa!! Estava descrevendo a cidade e, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;así no más&lt;/span&gt;, disse casa. Sim, eu me senti em casa em La Paz... sim, La Paz, como São Paulo, é minha casa, com tudo o que isso significa. Aí me dei conta da sorte que é ter mais de uma cidade-casa, ainda mais porque não nasci em nenhuma delas e sempre terei Porto Alegre como meu ninho, ou seja, tenho a cidade-casa onde nasci e duas cidades-casa que escolhi... ou que me escolheram... não sei...&lt;br /&gt;O fato é que essa semana foi de "encontros paceños". Terça passada e ontem encontrei Dado Galdieri, fotógrafo brasileiro (link para conhecer o trabalho dele abaixo) que conheci em La Paz (viveu por lá uns bons anos... hoje está morando em Lima com a sua linda família) e se tornou um bom amigo, que está de passagem por São Paulo. Hoje fui à abertura da exposição do amigo Miquel García (dois links para conhecer um pouco do trabalho dele abaixo), na Casa das Caldeiras, em que ele apresenta o trabalho que realizou na Bolívia e esses reencontros me deram ainda mais saudades de lá... Sim, ando nostálgica... Não triste. É que cada sopro da experiência boliviana, como encontrar Dado e Miquel, além de ver o trabalho que Miquel fez na Bolívia, me fazem sentir bem, menos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lejos&lt;/span&gt; de tudo o que vivi por lá... E como é bom ver amigos fazerem coisas lindas... como é bom rever gente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;buena onda&lt;/span&gt;, gente que encontrei em La Paz, gente que essa cidade-casa me presenteou... espero poder reencontrar mais dessas gentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dado Galdieri:&lt;/span&gt; http://dadogaldieri.photoshelter.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Miquel García:&lt;/span&gt; http://www.hangar.org/gallery/album323&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;http://web.me.com/kakaeka/Caldeiras_Blog/OBRAS_EM_CONSTRU%C3%87AO/Entries/2010/6/16_EM_PROCESSO.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-5896349522650794620?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/5896349522650794620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/la-paz-tambem-e-minha-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5896349522650794620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5896349522650794620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/la-paz-tambem-e-minha-casa.html' title='La Paz também é a minha casa...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-8876783496942291052</id><published>2010-09-05T19:16:00.001-07:00</published><updated>2010-09-05T19:55:26.384-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='La Paz'/><title type='text'>Saudades...</title><content type='html'>Sinto saudades do frio, dol sol do altiplano, dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apus&lt;/span&gt;, do cheiro de folha de coca, de caminhar por La Paz... sinto saudades de tantas coisas, de tantas "gentes"... sinto saudades da "sopa de letrinhas" &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paceña&lt;/span&gt;, da mistura de pessoas e de sotaques, todos tentando falar espanhol. Tentavivas que às vezes viravam um "frantuguês"(francês+português), "portunhol"(português+espanhol) ou um "itaguês" (italiano+português), quando nos parecia que nos expressarmos em nossas línguas mães seria mais eficiente para a compreesão por parte de nossos interlocutores que também não eram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hispano hablantes&lt;/span&gt;. Dessa "sopa de letrinhas" participavam, pacientemente, meus amigos bolivianos e espanhóis, que explicavam que essa ou outra expressão não era espanhol, mas português, francês ou italiano... que me entendiam apesar do meu sotaque e que me ensinaram muito!! Não só a falar melhor a língua de Cervantes, mas de tudo. Meus amigos bolivianos me explicavam coisas da Bolívia, da América Latina... E, apesar do esquisito da situação, uma vez que sou latino americana, já não se assustavam mais com o fato de terem que me explicar, por exemplo, quem era esse/essa cantor/cantora famossísimo/a e de quem eu não fazia a mais remota ideia da existência. Aprendi muito. Sobre a América Latina, sobre o Brasil, sobre música, sobre arte, sobre direitos, sobre feminismo, sobre a esquerda e a direita latino americanas, sobre a vida...&lt;br /&gt;Um ano atrás eu estava em La Paz, dividia um apartamento com Christelle, francesa, e passavamos horas conversando, à noite, em frente à janela da sala, que tinha uma vista linda de La Paz. Chris tinha um dicionário francês-espanhol e, como naquela altura nenhuma das duas dominava bem o castellano, esse dicionário era o nosso melhor companheiro nessas tertúlias. Ficavamos ali, sentadas no escuro, admirando a maravilha da cidade, suas ladeiras, suas montanhas, tomavamos mate de coca e dividiamos nossas descobertas cotidianas sobre a Bolívia. Dividiamos nossos avanços e encantamento. Sinto saudades de dividir a paixão e o maravilhamento... Sinto saudades de comer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marraqueta&lt;/span&gt; (o melhor pão que alguém pode encontrar em La Paz...), de ir ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;show&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atajo!&lt;/span&gt;, de tomar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paceña&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Huari&lt;/span&gt;, de rir por Sopocachi, de ir ao Conamaq, de frequentar as livrarias e bibliotecas de La Paz, de assistir a debates no MUSEF, no Hall da Vicepresidência e no auditório do Banco Central... de ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;whiphalas&lt;/span&gt; tremulando... de escutar: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eso no es desfile, es marcha de protesta!!&lt;/span&gt;" Esclarecimento para que nenhum transeunte tivesse dúvidas em relação ao que presenciava. Tenho saudades de ver crianças de rostos redondos e corados... do colorido dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aguayos&lt;/span&gt; que, nas costas das mulheres, enchem La Paz de cor. Sinto saudades sotaque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alteño&lt;/span&gt;, do sotaque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paceño&lt;/span&gt;, de ouvir morenada, cueca e outros rítimos no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;minibus&lt;/span&gt; ou no táxi... Tenho saudades de La Paz e da Bolívia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-8876783496942291052?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/8876783496942291052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/saudades.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8876783496942291052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8876783496942291052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/09/saudades.html' title='Saudades...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1757034272753389076</id><published>2010-05-19T21:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T21:26:11.334-07:00</updated><title type='text'>A Bolivia que só a Veja não vê</title><content type='html'>&lt;h1 class="documentFirstHeading"&gt;A Bolívia que só a Veja não vê&lt;/h1&gt;          &lt;div&gt;      &lt;div class="documentByLine"&gt;                              &lt;span class="documentAuthor"&gt;por &lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/author/cristiano"&gt;cristiano&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;                   &lt;span class="documentModified"&gt;             &lt;span&gt;última modificação&lt;/span&gt;             18/05/2010 14:09         &lt;/span&gt;                                                 Caroline Cotta de Mello Freitas e Vinicius Mansur&lt;img onmouseout="__skype_nh_icon_mouseOut(this);" onmouseover="__skype_nh_icon_mouseOver(this);" name="__skype_nameHighlighting_node_mansurvinicius" skype_name="mansurvinicius" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/icons/icon_offline.png" class="skype_name_highlight" id="__skype_nh_node_id_216" border="none" /&gt;                   &lt;div class="reviewHistory"&gt;      &lt;/div&gt;      &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;          &lt;p class="documentDescription"&gt;A Veja, por possuir essa  perspectiva distorcida sobre “o que é ser índio”, afirma, portanto, que  Morales não é indígena por não falar aymara fluentemente ou por ser  solteiro&lt;/p&gt;                 &lt;div class="newsImageContainer"&gt;              &lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/a-bolivia-que-so-a-veja-nao-ve/image/image_view_fullscreen"&gt;                &lt;img alt="" src="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/a-bolivia-que-so-a-veja-nao-ve/image_mini" /&gt;             &lt;/a&gt;          &lt;/div&gt;                                        &lt;p&gt;    &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i style=""&gt;Caroline Cotta de Mello Freitas e Vinicius Mansur&lt;img onmouseout="__skype_nh_icon_mouseOut(this);" onmouseover="__skype_nh_icon_mouseOver(this);" name="__skype_nameHighlighting_node_mansurvinicius" skype_name="mansurvinicius" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/icons/icon_offline.png" class="skype_name_highlight" id="__skype_nh_node_id_217" border="none" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Publicada  na edição 2164 da revista Veja, de 12 de maio deste ano, a matéria “A  farsa da nação indígena”, referindo-se à Bolívia, traz uma série de  equívocos e de fatos descontextualizados que, juntos, dão forma a um  texto totalmente preconceituoso com o país e com o processo político por  ele vivido atualmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Apesar do repórter Duda Teixeira assinar o  texto de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;La  Paz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, é difícil crer que um  jornalista esteve nesta cidade e, ainda assim, intitulou sua peça  jornalística tal qual foi publicada. Só não percebe os traços indígenas  da maioria da população quem passou por aqui e não olhou a cara das  pessoas. Quem caminhou pelas ruas de ouvidos tapados ignorando os  “aymara e quechua-hablantes”. Quem não se permitiu aos olores, não  provou da comida, não buscou saber da música, não buscou na literatura,  enfim, quem censurou todos os sentidos e quase todas suas formas de  reprodução. De tal maneira que desatar tantos devaneios travestidos de  jornalismo nos consumiria o espaço de toda uma edição da revista. Mas  vamos a alguns pontos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Alguns dirão que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;La  Paz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;  não é a Bolívia e, de fato, a Bolívia é muito mais diversa, para se ter  uma idéia são 36 povos indígenas no país, além de afrobolivianos,  grupos descendentes de imigrantes e muitos mestiços. O autor do artigo  pode alegar que a dita farsa não é obra do povo boliviano, senão dos  líderes do “processo de cambio”. Porém, a própria matéria cita que a  nova Constituição – resultado de uma Assembléia Constituinte,  posteriormente aprovada em referendo popular durante a primeira gestão  de Evo Morales – considera a Bolívia um Estado Plurinacional. Afinal,  onde está a farsa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De maneira oportunista, o texto segue  manipulando informações sem critério para criticar as medidas de  orientação indigenista do governo, porém utiliza os argumentos de outros  indigenistas quando estes sustentam críticas ao poder executivo,  transformando a matéria em um malabarismo argumentativo que, ao final,  caricaturiza toda expressão indígena e reduz a diversidade e as  possibilidades políticas que se apresentam dentro do processo de  mudanças. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Veja afirma que o projeto político do MAS  (partido de Morales) é uma farsa porque “os índios representam apenas  17% da população”, porque o nacionalismo indígena foi “criado em  universidades americanos e européias” e “transferido para o altiplano  por 1,6 mil ONGs”. Afirma que “o caos foi instalado” e que “a Bolívia  tornou-se um país sem lei” com a institucionalização da Justiça  Comunitária, ou seja, com o reconhecimento legal pelo Estado das formas  de justiça aplicadas há séculos nas comunidades originárias. Medida  responsável por “propagar linchamentos entre a população” que agora  ocorrem “em média, um por semana”, conclui Teixeira - ou seu editor -  sem qualquer menção a origem dessas informações. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim  como não menciona que o último censo oficial, realizado em 2001,  apontou que 66% da população se identificava como indígena. Não menciona  Tupac Katari, Bartolina Sisa, Julian Apaza, Pablo Zarate"Willka” e  todos aqueles que, desde há muito, construíram lutas e idéias em prol de  uma nação onde os indígenas fossem livres e respeitados, antes mesmo de  qualquer contato com universidades e ONGs ocidentais. Não mencionam o  Artigo 190 da Constituição, que estabelece, entre outras coisas, que “a  jurisdição indígena originária camponesa respeita o direito a vida, o  direito a defesa e os demais direitos e garantias estabelecidos na  presente Constituição”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O jogo mesquinho de construção do real não diz  que linchamentos são um fenômeno urbano, não rural, que está  relacionado ao amplo descrédito em relação às instituições da ordem,  como a Polícia e a Justiça [1]. O episódio de agressão sofrido por  Victor Hugo Cárdenas é atribuído à Justiça Comunitária. No entanto, a  “pelea” de certos grupos e movimentos indígenas com Cárdenas é bem  anterior ao governo Morales. Cárdenas, um antigo ideólogo do indigenismo  Katarista, é considerado traidor por alguns grupos e movimentos  indígenas, pois aceitou ser vice-presidente, a partir de 1993, do então  presidente Gonzalo Sanchez de Losada, um dos maiores responsáveis pelo  avanço de políticas neoliberais, que entre outras coisas entregaram a  preços “módicos” os recursos naturais bolivianos às empresas  transnacionais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A manipulação grosseira segue com o caso  Patzi. Na versão da revista, o ex-candidato do MAS ao governo de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;La Paz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;  nas eleições regionais de abril deste ano, o aymara Félix Patzi, foi  “flagrado dirigindo bêbado, foi condenado pela Justiça comunitária a  fazer mil tijolos. Além disso, teve a candidatura inabilitada. Se Patzi  tivesse concorrido ao pleito e vencido, isso tampouco garantiria a sua  posse”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Patzi  de fato foi flagrado bêbedo, justamente no momento em que o governo  enfrentava os trabalhadores e empresários do setor de transporte, que  chegaram a realizar bloqueios de estradas em oposição ao projeto de lei  que previa, entre outras coisas, a suspensão da licença para conduzir  daqueles motoristas profissionais flagrados bêbados trabalhando. Nesse  contexto, o MAS decidiu substituir Patzi pelo também aymara César  Cocarico. A Justiça Comunitária entra na história através das bases de  Patzi, que em seu povoado aymara, Patacamaya, em busca do perdão que o  reabilitaria a ser candidato, estabeleceram que ele deveria construir os  tijolos para se redimir. Porém, mesmo cumprindo a pena, o MAS não mudou  de posição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E assim o texto vai distorcendo fatos,  chamando a Justiça Comunitária de “brutal arma contra a oposição e  ex-aliados de Morales”. Mas, não menciona que boa parte dos adversários  do presidente, em geral os governantes de outrora, fugiram do país com  medo da Justiça Comum, uma vez aprovada a Lei Anticorrupção Marcelo  Quiroga Santa Cruz, que, entre outras coisas, considera &lt;span class="noticiatitulo"&gt;que os crimes de corrupção cometidos por  servidores públicos no exercício de suas funções são imprescritíveis. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="noticiatitulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Geneva,Helvetica,Helv,sans-serif;"&gt;&lt;span class="noticiatitulo"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="noticiatitulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A Veja mente  quando afirma que Morales já perdeu o apoio do Conselho Nacional de  Ayullus e Markas do Qullasuyu (Conamaq) e da Assembléia do Povo Guarani  (APG). É verdade que ambas organizações tem tomado posturas críticas  diante de políticas estatais, ou da falta delas, e seguem apostando na  mobilização como forma de conquistar direitos, ao invés do apoio apático  e incondicional. Porém, uma revista que escreve que os protestos  diminuíram nos primeiros anos de governo Morales “já que o presidente  controlava os baderneiros” é incapaz de entender que Conamaq e APG  seguem fazendo parte da aliança que governa a Bolívia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A  Bolívia, desde as revoltas chefiadas por Tupac Katari, no século XVIII,  se caracteriza por grandes mobilizações populares. Os famosos  “bloqueios” e “marchas” são estratégias de manifestação do povo  boliviano há séculos. Feliz país que se caracteriza pelo dissenso, nada  mais democrático. Perigo é o silêncio conivente, a indignação que não  toma as ruas, seja por impedimento (como nas ditaduras) ou por  indiferença. Manifestações públicas, como as marchas bolivianas e  críticas abertas ao governo não são só necessárias, são fundamentais  para que se fortaleça um Estado democrático. O dissenso não é uma prova  de “farsa”, é uma prova de “saúde” democrática.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas,  infelizmente a Veja segue disseminando de maneira sistemática sua visão  preconceituosa em relação aos povos indígenas e também aos quilombolas,  vide a matéria publicada na edição anterior, de número 2163, datada de 5  de maio de 2010, intitulada “A farra da antropologia oportunista”.  Nela, a revista atribui a declaração "não basta dizer que é índio para  se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num  ambiente de cultura indígena original" ao antropólogo Eduardo Viveiros  de Castro. Porém, é vergonhosamente desmentida por Viveiros de Castro  que, em uma carta para a revista, afirma: “Nenhum antropólogo que se  respeite a pronunciaria”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Veja, por possuir essa perspectiva  distorcida sobre “o que é ser índio”, afirma, portanto, que Morales não é  indígena por não falar aymara fluentemente ou por ser solteiro.  Questionamentos como esses tem mais relevância para Veja que a autonomia  indígena estabelecida pela nova Constituição, a incorporação da  bandeira indígena &lt;i style=""&gt;wiphala&lt;/i&gt; como um dos símbolos oficiais  do país, a obrigação dos funcionários públicos em aprender uma língua  originária falada na região onde trabalham, a criação de três  universidades indígenas (uma aymara, uma quechua e uma guarani), a  libertação do trabalho escravo de indígenas guaranis em fazendas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;em Santa Cruz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, a erradicação do analfabetismo na Bolívia ou até mesmo o fato  do país ter apresentado o maior crescimento do Produto Interno Bruto  (PIB) da América Latina (3,2%) em 2009, de acordo com o Fundo Monetário  Internacional (FMI), fatos omitidos na matéria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Evidentemente,  o processo político encabeçado por Morales encontra enormes desafios,  dissidências e disputas internas, que reproduzem, por vezes, as velhas  práticas em busca do poder – conhecidas em todos os países do mundo -  mas também muitos boatos, muitas versões. Elementos existentes em todos  os processos políticos vivos e pujantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A  acusação de que Morales divide o país com suas declarações, como disse  Jaime Apaza à Veja, são no mínimo curiosas. Afinal, falar em inclusão de  grupos tradicionalmente excluídos não significa dividir o país. Um  presidente que defende os direitos de grupos invisibilizados há séculos,  não profere palavras de “ódio”. Claro, para certas parcelas da  população boliviana, sim, as idéias defendidas por Morales são  ameaçadoras porque ameaçam privilégios seculares e a manutenção de uma  sociedade racista e excludente, em que a origem étnica tradicionalmente  “define” quais lugares alguém pode ocupar na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para  aqueles que carregam traços indígenas em um país como a Bolívia, onde a  circulação de pessoas de origem indígena em certas áreas das cidades  era restrita até 1952, o atual processo político e social tem um valor  difícil de ser mensurado. E, certamente, impossível de ser taxado como  farsa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;Caroline  Cotta de Mello Freitas é doutoranda em Antropologia pela Universidade  de São Paulo, desenvolve pesquisa sobre direitos indígenas e movimentos  sociais na Bolívia. É professora da FESPSP e da FASM, pesquisadora  associada ao MUSEF - BO.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;Vinicius  Mansur&lt;img onmouseout="__skype_nh_icon_mouseOut(this);" onmouseover="__skype_nh_icon_mouseOver(this);" name="__skype_nameHighlighting_node_mansurvinicius" skype_name="mansurvinicius" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/icons/icon_offline.png" class="skype_name_highlight" id="__skype_nh_node_id_218" border="none" /&gt; é  correspondente do Brasil de Fato na Bolívia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b style=""&gt;Nota&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  Afirmação feita pelo representante da Organização das Nações Unidas  (ONU) na Bolívia, Denis Racicot, em 24 de março de 2010, durante a  apresentação do Relatório sobre os Direitos Humanos na Bolívia em 2009.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1757034272753389076?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1757034272753389076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/05/bolivia-que-so-veja-nao-ve.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1757034272753389076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1757034272753389076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/05/bolivia-que-so-veja-nao-ve.html' title='A Bolivia que só a Veja não vê'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-5900921345127594572</id><published>2010-02-28T17:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T21:07:56.012-08:00</updated><title type='text'>Posesión de Evo en Tiahuanaco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;No dia 21 de janeiro, em uma cerimônia simbólica no sítio arqueológico de Tiahuanaco,  Evo Morales Ayma foi proclamado líder da "Abya Yala" (nome que significa a união de vários povos indígenas sul americanos).&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Ás seis da manhã do dia 21 me dirigi, com Christelle, Flávio, Heloisa e Vinicius, ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cementerio General&lt;/span&gt; de La Paz para pegar o "mini bus" até Tiahuanaco. Chegando lá, fiquei impressionada com a quantidade de estrangeiros e de pessoas comuns (como de praxe, homens e mulheres de todas as idades, incluindo nenês...) que também estavam por lá com a intenção de ir a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; "posesión". Já dava para imaginar que haveria MUITA gente em Tiahuanaco. Mas, ainda assim, me surpreendi chegando lá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A viagem, ao som de morenada, foi impressionante. No caminho se viam, à beira da estrada, homens, mulheres e crianças saudando aos ônibus, "mini buses" e carros, que se dirigiam a Tiahuanaco, com bandeiras do MAS e, principalmente, Whipalas. Foi muito emocionante ver isso... era como se as crianças dissessem: Também estaremos lá!! LINDO... A viagem levou muito mais tempo que o normal (2 horas mais ou menos) e, depois de 3 horas e meia (o engarrafamento em El Alto e na estrada era impressionante!!), chegamos. Ao chegar , repito, impressionavam a quantidade de gente que havia e a quantidade de policiais desde a estrada até o sítio arqueológico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Apesar de haver MUITA gente, como grupos de comunidades indígenas de todo o país e uma quantidade INCRÍVEL de estrangeiros, a cerimônia correu com tranquilidade. O único momento de tensão era quando alguém insistia em ficar de pé, bloqueando a visão do telão para a maioria, que estava sentada na grama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Evo fez um discurso interessante, permeado com frases como: "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Los pueblos del mundo de pie, nunca de rodillas frente al capitalismo!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" e "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;El cambio en Bolivia hace posible el cambio del mundo y el cambio del mundo es el cambio de Bolivia!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;" Em momentos como esses,  as pessoas aplaudiam e balançavam suas Whipalas. Mas, em geral, o silêncio imperava e todos ouviam atentamente ao líder da "&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Abya Yala". Foi lindo de ver... como em 2006, chovia, e no momento da cerimônia o céu se abriu e o sol do altiplano brilhou... Como com uma espécie de bendição da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pachamama&lt;/span&gt;, com o sol alto e forte, Evo Morales foi, simbolicamente, empossado como Presidente do Estado Plurinacional da Bolivia. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Em uma clara demonstração do quão significativo é o fato de Morales ter sido reeleito, estiveram também &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;presentes à cerimônia lideranças de movimentos sociais latinoamericanos e representantes de diferentes grupos indígenas, como o Algonkin (da América do Norte). Ao final, a sensação que tive foi a de que indígenas de todo o continente americano se sentem, de alguma forma, representados na figura de Morales e que  o processo de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;cambio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; boliviano iniciado com sua primeira vitória, e reassegurado com a segunda, é uma mensagem de esperança, de que uma outra realidade é possível, para toda a população indígena do continente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-5900921345127594572?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/5900921345127594572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/02/posesion-de-evo-en-tiahuanaco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5900921345127594572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5900921345127594572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/02/posesion-de-evo-en-tiahuanaco.html' title='Posesión de Evo en Tiahuanaco'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-2924556171003902048</id><published>2010-02-06T16:11:00.000-08:00</published><updated>2010-04-29T21:35:15.887-07:00</updated><title type='text'>Feria de las Alasitas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 24 de janeiro começa em La Paz a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Feria de las Alasitas&lt;/span&gt;. Essa feira tem como principal característica a venda de miniaturas que tem uma finalidade ritual. Essa finalidade é que elas se tornem realidade sob os auspícios do Ekeko (adiante explicarei quem ele é). A feira, é importante dizer, coincide com o solstício de  verão.&lt;br /&gt;A tradição da feira teve início em 1781, quando o governador de La Paz, Sebastián Segurola, determinou que se celebrasse uma festa anual em homenagem à divindade pré-colonial chamada Ekeko. Essa homenagem se devia ao fato de a cidade de La Paz ter sobrevivido ao cerco comandado por Túpac Katari e que durou 109 dias (em uma das maiores rebeliões indígenas contra o domínio espanhol na região do Alto Peru).&lt;br /&gt;Desde então se realiza esta feira em La Paz. A feira inicia ao meio dia do dia 24 de janeiro e dura aproximadamente 3 semanas. A feira também acontece em outras cidades da Bolivia, mas a maior e mais importante é a paceña.&lt;br /&gt;Há, principalmente, miniaturas de coisas que fazem parte do universo doméstico, como fogões, geladeiras. Há também casas, carros, malas cheias de dinheiro. Enfim, todo aquele bem material que alguém possa desejar. Essas miniaturas são compradas e "oferecidas" ao Ekeko, que vai trazê-las para quem pede. Uma coisa interessante é que também se podem comprar miniaturas de passaportes, para quem deseja viajar; diplomas, de graduação e pós (comprei um de tese de doutorado... por si a caso... rsrs); documentos de propriedade de casas, apartamentos; miniaturas de cesta básica, carrinho de supermercado cheio; miniaturas de lojas (se pode escolher de que tipo de produtos); certificados de boa saúde; contratos de trabalho; miniaturas de vans e caminhões dos mais variados tipos... enfim, quase tudo que se possa imaginar. Ah!! Também existem os galos e as galinhas!! Mas esses não se pode comprar, para que sejam realmente eficientes devemos ganha-los!! Eles garantem amor. Também  se encontram miniaturas de "famílias", ou seja, o galo, a galinha e seus ovos. Estes são para quem quer ter filhos e, seguindo a mesma lógica, devem ser recebidos como presente. A feira é composta por MUITAS banquinhas onde se encontra todo tipo de miniatura (MESMO!!) e as pessoas chegam cedo, para garantir que conseguirão encontrar tudo que querem/necessitam. Cheguei a feira ás 11 da manhã e estava LOTADA. Como sempre, velhos, adultos, crianças, palanque de políticos (García Linera tinha acabado de fazer o seu discurso quando cheguei), muita música e banquinhas de comida [que serviam, principalmente o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plato paceño&lt;/span&gt;, que consiste em um choclo (um tipo de milho que tem os grãos grandes), um pedaço de queijo frito ou natural e favas cozidas em sua vagem].&lt;br /&gt;As pessoas chegam cedo porque depois de comprar tudo o que se deseja, e de, ocasionalmente, ganhar seu galo/galinha, ao meio dia do dia 24 é preciso submeter todas as coisas a um ritual, a Ch'alla. A Ch'alla é um ritual andino que inclui aspergir álcool ou vinho nas coisas,  jogar pétalas de flores, defumar com incenso e tudo isso ao dizer algumas orações que misturam tradições pré-hispânicas e católicas. Esse ritual, em geral, é realizado por pessoas de origem aymara ou mestiços.&lt;br /&gt;As minhas coisas (porque além do diploma de doutorado, comprei uma casinha, uma mala de dinheiro, um carro, um certificado de boa saúde, entre outros... rs) foram Ch'alladas por uma senhora aymara, bem velhinha, que perguntou o meu nome e depois começou a jogar o vinho e as pétalas, na sacolinha onde estava tudo, incensou a dita sacolinha, dizendo algumas coisas em aymara. A Ch'alla é paga, e há uma corrida às senhoras que parecem mais "confiáveis," porque aparentemente mais velhas e/ou com mais traços de aparência aymara, para que a Ch'alla seja feita, exatamente, ao meio dia. Segundo meus amigos paceños, Ch'allando as coisas nessa hora do dia 24 tudo é mais "potente" e as chances de o Ekeko atender aos teus pedidos é maior. Pelo sim, pelo não, fiz tudo como eles e recomendaram. Importante: devemos guardar as coisas que compramos e devidamente Ch'alladas (ou seja, melecadas de vinho/álcool, com pétalas de flores e etc) em um lugar escuro e onde não toquemos muito (como no fundo do guada roupa, por exemplo). Perguntei até quando deveria guardar minhas coisas, mas meus amigos não souberam me responder... enfim, vou levá-las para São Paulo. Quem sabe lá os auspícios do Ekeko também cheguem...&lt;sup id="cite_ref-alasita2002_0-0" class="reference"&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Feria_de_la_Alasita#cite_note-alasita2002-0"&gt;&lt;span class="corchete-llamada"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o Ekeko?&lt;br /&gt;O Ekeko é um Deus da abundância, da fecundidade e da alegria. Tem origem aymara e ainda é bastante popular no altiplano andino.  Se acredita que o Ekeko traz abundância para uma casa em que se lhe oferecem álcool e cigarros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="thumb tright"&gt;&lt;div class="thumbinner" style="width: 252px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="thumb tright"&gt; &lt;div class="thumbinner" style="width: 252px;"&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:Ekeko_Bolivia.JPG" class="image"&gt;&lt;img alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/Ekeko_Bolivia.JPG/250px-Ekeko_Bolivia.JPG" class="thumbimage" width="250" height="188" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div class="thumbcaption"&gt; &lt;div class="magnify"&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:Ekeko_Bolivia.JPG" class="internal" title="Aumentar"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O Ekeko é representado como carregando muitas coisas (comida, dinheiro e bens).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Ekeko é sempre representado como um tipo sorridente, gorducho, vestido com roupas típicas do altiplano e carregando uma grande quantidade de volumes cheios de alimentos e outros objetos de primeira necessidade que estão presos a suas roupas. Em geral, as estatuetas que o representam tem uma boca grande com um buraco redondo onde se pode, e deve, colocar cigarros acessos, para que ele os fume e fique feliz. Sua felicidade poderá garantir que cuide bem dos interesses da família e da casa, trazendo fartura e alegria. O Ekeko é, principalmente, um símbolo de fertilidade e boa sorte.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;P.S.: escrevi esse post há tempos, não tenho a menor ideia de porque não o publiquei antes... a verdade é que ando bem descuidada com o blog...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-2924556171003902048?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/2924556171003902048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/02/alasitas-saudades-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2924556171003902048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2924556171003902048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/02/alasitas-saudades-e.html' title='Feria de las Alasitas'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-5828311565565405263</id><published>2010-01-29T15:46:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T15:47:57.277-08:00</updated><title type='text'>"Em “homenagem" ao frio de La Paz."  Poema do amigo Vinícius Mansur</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em “homenagem" ao frio de La Paz. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt; O frio escracha&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="im"&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; Ai que saudade que eu tenho da praia e da moçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De quentes bate-papos sobre o nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Explicados por cerveja gelada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ai que saudade que eu tenho de escutar a onda em queda.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E até daquele caldo que ao ouvido veda.&lt;br /&gt;E até de quem da areia grita merda.  &lt;/p&gt;&lt;div class="im"&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ai que saudade que eu tenho das roupas de praia perdidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gargalhando das bundas duras ou caídas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da vergonha sem salva-vidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ai que saudade que eu tenho de todas aquelas rodas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre atentas as novas modas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e repleta de empata-fodas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ai que saudade que eu tenho do chinelo e da bermuda,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do peito aberto pelo janeiro que desnuda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas aqui no frio o sentido muda. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como pôde o Neruda?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A rima mudou de rumo, o poeta pede ajuda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ai que saudade que eu tenho das palavras mais carnudas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se em janeiro faz frio, se calor é vinte graus,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Puta que pariu, como será meu carnaval?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas mantenho o escracho contra o verão invernal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a poesia já perdida, espero como verdade a fervura global.&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;abs pra vcs,&lt;br /&gt;V.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-5828311565565405263?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/5828311565565405263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/01/em-homenagem-ao-frio-de-la-paz-poema-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5828311565565405263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5828311565565405263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/01/em-homenagem-ao-frio-de-la-paz-poema-do.html' title='&quot;Em “homenagem&quot; ao frio de La Paz.&quot;  Poema do amigo Vinícius Mansur'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-6142355964884207537</id><published>2010-01-19T16:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T16:01:20.248-08:00</updated><title type='text'>Porque La Paz "te atrapa" ou "me ha atrapado"...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outubro passado fui a Cochabamba para o Congresso da Clacso, lá conheci Juan Bello, professor da mexicana UNAM e uma pessoa incrível. Ao me ouvir falar em e de La Paz, me olhou e disse:"La Paz te ha atrapado!!" Foi a primeira vez que me dei conta de que sim, La Paz tinha, numa tradução livre e imprecisa da expressão, me ganhado...&lt;br /&gt;Mas não foi La Paz que me "ganhou", foi a Bolívia, o povo boliviano, a paisagem do Altiplano (que eu tinha lido sobre em José Maria Arguedas, mas nem podia imaginar a grandiosidade e beleza), foram os amigos que fiz aqui e, mais que tudo, foi a vivencia que me transformou em uma pesquisadora mais curiosa, com mais "ganas" de saber... se saberei ou não, são outros 500... mas é fato que hoje sou/estou diferente como pessoa e como pesquisadora.&lt;br /&gt;Listar o que pude aprender aqui não vem ao caso. O que quero é tentar, pelo menos, manifestar porque decidi ficar mais tempo na Bolívia.&lt;br /&gt;O momento que o país vive é de mudança (anunciada aos quatro ventos, aliás), ou de um esforço gigantesco neste sentido. Poder viver e observar esse processo, com todos seus acertos e equívocos é um privilégio. Como antrópologa, hoje me sinto mais preparada e, no entanto, menos capaz... Explico. Preparada para ver e ouvir, mas menos capaz de analisar e chegar à conclusões. Uma vez me ouvi de Acácio Almeida dos Santos, pesquisador sério, estudioso das questões afro-brasileiras e africanas, que quem passa uma semana no continente africano escreve um livro, quem passa um mês escreve um paper e quem passa um ano por lá não consegue escrever nada, tamanhas as questões e o quanto elas estão imbricadas... é claro que isso é força de expressão... Mas, o fato é que, às vezes, quanto mais vemos, ouvimos e vivemos, menos somos capazes de escrever sobre esse contexto. Ou mais achamos que temos que ler, ver e ouvir  para escrever para consegui-lo... Eu tenho certeza que conseguirei, mas, definitivamente, preciso desse tempo mais...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-6142355964884207537?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/6142355964884207537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/01/porque-la-paz-te-atrapa-ou-me-ha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6142355964884207537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6142355964884207537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/01/porque-la-paz-te-atrapa-ou-me-ha.html' title='Porque La Paz &quot;te atrapa&quot; ou &quot;me ha atrapado&quot;...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1185003188344362240</id><published>2010-01-04T14:26:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T16:32:30.347-08:00</updated><title type='text'>Cierre de campaña del Mas, Fiesta de la victoria e muito mais...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz MUITO tempo que não escrevo por aqui... O mês de decembro foi intenso.&lt;br /&gt;O ato de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cierre de Campaña del MAS&lt;/span&gt; em 03 de dezembro foi uma das coisas mais incríveis que já vi. Mais de um milhão de pessoas reunidas em El Alto, homens, mulheres, crianças, jovens, velhos... TODOS... muita esperança no ar e no olhar das pessoas. Uma sensação de que o processo de "cambio" é uma realidade irrevogável. Tomara seja!! Não me lembro da última vez que tinha visto tantas pessoas reunidas por um motivo político. A palavra emocionante é pouco para descrever o que senti em El Alto neste dia... Foi uma grande festa, durou horas, com discursos, música e bandeiras... MUITAS BANDEIRAS tremulando, eram Whipalas, bandeiras do MAS e da Bolívia. Fazia frio, chovia, e ninguém, NINGUÉM mesmo, arredava o pé de El Alto.&lt;br /&gt;No dia 06 de dezembro aconteceram as eleições. O voto, na Bolívia como no Brasil, é obrigatório. Este ano foi realizado o recadastramento dos votantes no país, para tentar coibir fraudes e foi criado o padrão biométrico para identificar os eleitores. É proibida a circulação de carros, minivans, ônibus... enfim, é proibida a circulação de qualquer veículo motorizado. Só carros e táxis devidamente registrados na Corte Nacional Electoral, em geral por jornalistas e/ou observadores internacionais, podem circular pelas cidades. As ruas estavam vazias e silenciosas. No dia 06 La Paz teve um dia de sol radioso, nem parecia época de chuvas... as pessoas caminhavam pela cidade, passeavam com crianças, cachorros... eu aproveitei para caminhar pela cidade também e ver como estava o clima em La Paz no dia das eleições. A votação correu com tranquilidade, poucos incidentes foram relatados. Os prognósticos se confirmaram e Evo Morales Aymá-Garcia Linera venceram. Mas o que não se confirmou foi a margem da vitória. A vitória foi estrondosa, o MAS conseguiu mais de dois terços no congresso e o apoio da maioria da população ao "proceso de cambio" se confirmou de maneira mais que inegável. No final da tarde me dirigi a Plaza Murillo, em frente ao Palacio Quemado, como muita gente. De fato, a grande festa da vitória foi o Cierre de campaña em El Alto, porque, como não havia transporte, a maior parte das pessoas não tinha como se deslocar até a Plaza Murillo. Foi uma festa e tanto!!! MUITO EMOCIONANTE. Evo fez um bom discurso, agradecendo a todos os bolivianos e, em especial, a alguns departamentos da Meia Lua onde o MAS, surpreendentemente, se saiu muitíssimo bem nas urnas. O clima era de euforia por se saber de que mais cinco anos de governo estão garantidos a Evo e que a maioria no Congresso aumenta, e muito, as possibilidades de regulamentação das mudanças previstas na nova constituição e sua consequente implementação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1185003188344362240?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1185003188344362240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/01/cierre-de-campana-del-mas-fiesta-de-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1185003188344362240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1185003188344362240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2010/01/cierre-de-campana-del-mas-fiesta-de-la.html' title='Cierre de campaña del Mas, Fiesta de la victoria e muito mais...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-6385739059416154117</id><published>2009-11-20T09:37:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T10:43:22.183-08:00</updated><title type='text'>La fiesta de las Ñatitas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia 08 de novembro aconteceu a festa das Ñatitas no Cementerio General de La Paz. Mais uma vez, fiquei muito surpresa e impressionada com a festa... de novo eram velhos, crianças, adultos e jovens que lotavam o cemitério. As Ñatitas são caveiras, crânios humanos, que as pessoas guardam em suas casas. A ideia é que as caveiras protegem a casa e seus moradores. Os crânios tem nome, história de vida e gostos. As pessoas levam as caveiras para o cemitério e lá oferecem a elas flores, velas, bebidas, cigarros, incenso, comida, o que elas gostam mais e, claro,  também música. Inclusive dançam para as caveiras... curioso é pouco!! Tirei muitas fotos de caveiras diferentes, porque elas são "arrumadas" de modos muito diferentes. Algumas tem gorros com seus nomes, podem ter bonés (que ás vezes também tem os nomes das caveiras), óculos escuros... enfim... às vezes as pessoas as mantem em urnas de vidro e assim as levam até o cemitério, lá as retiram das urnas e as dispõem de modo que todos as vejam. Então se sentam ao lado, ou próximas às suas Ñatitas, rezam por elas e ficam ali, como numa espécie de exposição. Enquanto estão ao seu lado, famílias inteiras, de velhos a nenês, podem ficar contemplando as Ñatitas, fumando com elas (claro que as crianças não fumam...), dançando (mas dançam...) ou, o que me pareceu mais uma vez incrível, podem comer com elas. Vi famílias inteiras almoçando ao lado de suas Ñatitas e conversando animadamente, como se estivessem em um parque e não em um cemitério.&lt;br /&gt;O cemitério estava bem cheio, porque pessoas que não tem Ñatita também vão ao cemitério, levando coisas para oferecer às Ñatitas alheias... Qualquer um pode oferecer algo a uma caveira, de coroas de flores, comida a cigarros. É simples, é só aproximar-se, cumprimentar o dono/a da caveira e perguntar o nome da Ñatita. Isto é muito importante, porque ao saber o nome da caveira a pessoa estabelece uma relação com ela, via "apresentação" feita por intermédio do dono/a da caveira, claro. Às vezes a conversa se alonga, com o dono da Ñatita explicando quem era, com que idade e como morreu, enfim, dando detalhes sobre a caveira quando era um vivo...&lt;br /&gt;Eu ofereci um cigarro para a caveira de uma cholita idosa que arrumava sua Ñatita e todas as coroas de flores caíram, achei que era um bom momento para me aproximar, já que ela estava sozinha e, claramente, estava precisando de ajuda... Aí perguntei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uedo oferecerle un cigarrillo?&lt;/span&gt; E ela: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Si, claro!!&lt;/span&gt; Nesta hora se aproximou também uma senhora boliviana, que não tinha Ñatita,  mas estava mais por dentro das coisas, e perguntou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cómo se llama?&lt;/span&gt; E a cholita: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alberto&lt;/span&gt;. A senhora enquanto ouvia o nome, começou a colocar uma coroa de flores na Ñatita, comida e a realizar uma espécie de conversa com "Alberto"... Eu, então perguntei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cómo hago?&lt;/span&gt; E a senhora: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tienes que encender el cigarrillo e ponerlo en su boquita.&lt;/span&gt; E assim, sob o olhar contente da cholita, eu o fiz. Acendi o cigarro, ajeitei na "boca" da caveira e a cholita sorrindo disse:  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le gustan harto los cigarrillos!! Lo va fumar en un ratito!!!&lt;/span&gt; Eu sorri, me despedi da cholita e do "Alberto" e fui embora. Pelo sim, pelo não, achei bom fazer uma oferenda... como dizem por aqui, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por si acaso&lt;/span&gt;... Afinal, nunca se sabe, né?!&lt;br /&gt;Segundo a "tradição", pelo que pude ler no jornal La Razón, dia 08 é o dia em que definitivamente os vivos se despedem dos espíritos dos mortos, dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ajayus&lt;/span&gt;. Depois de uma visita que se inicia ao meio dia do dia 01 de novembro.&lt;br /&gt;Até o ano passado as pessoas entravam com as suas caveiras na Igreja do cemitério e era realizada uma missa na presença das caveiras e em intenção de todas elas, depois o padre aspergia água benta e abençoava as Ñatitas e seus donos. Este ano a Igreja se recusou a realizar a missa e, já no dia 02, haviam cartazes anunciando que no dia 08 não seriam realizados serviços religiosos, ou seja, não haveria missa. As pessoas não estavam nada contentes com isso... Aliás, estavam um tanto revoltadas... Mas, o que se há de fazer?? Se a Igreja não quer, que seja sem ela...  No entanto, como houve um falecimento, a Igreja foi aberta. Mesmo assim não foi permitido que as pessoas entrassem na Igreja com as suas Ñatitas.&lt;br /&gt;Conversando sobre as Ñatitas com Luz Castillo, a antropóloga que trabalha com os pesquisadores associados do MUSEF e que tem me ajudado a encontrar arquivos e fazer contatos para a pesquisa, descobri mais um monte de coisas sobre esta "tradição". Ela me disse que ás vezes as Ñatitas estão numa família há muitas gerações, podendo ser inclusive algum antepassado, mas que também existe um tráfico de crânios, o que implica em violações de sepulturas. Em geral, o melhor é que se ganhe uma Ñatita, não se deve comprá-la.  Mas, eventualmente, as pessoas as compram... Luz me explicou que alguns pesquisadores já tentaram pesquisar sobre isso, mas que as pessoas não gostam de falar sobre  as suas Ñatitas e o modo como se relacionam com elas. E  existem pouquíssimos estudos sobre as Ñatitas e o que elas representam e tal. Também não se sabe de onde vem o costume, se é uma mistura de antigos costumes indígenas com a cultura espanhola, e nem desde quando é praticado. E, que, recentemente, o modo como as pessoas se relacionam com as ñatitas, como o tipo de pedidos que fazem a elas tem mudado muito, ano a ano.&lt;br /&gt;O que se sabe é que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ajayu&lt;/span&gt;, que é o espírito, a parte imaterial de vivos e mortos, sempre está e permanece, mesmo depois da morte, na "cabeça", isto é, no crânio. Por isso, cada Ñatita é um espírito, contem um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ajayu&lt;/span&gt;, daí seu poder.&lt;br /&gt;Apesar do clima colorido e festivo no cemitério, o que mais uma vez me impressionou muitíssimo, as pessoas tendem a tratar as Ñatitas de modo bastante respeitoso. São realizadas orações católicas e, o que imagino (porque infelizmente não entendo a língua...) também sejam orações, em aymara, e, acho, posso dizer que é uma festa onde se pode notar, por trás do clima animado, que algo sério e poderoso se passa. Os cemitérios em muitas religiões, como as afrobrasileiras,  são percebidos como um lugar de energia muito intensa e poderosa. Por isso, acho que não me engano ao dizer que apesar do clima festivo, cheio de cor e música, o que se passava era um ritual forte e cheio de significados. Quem sabe daqui uns anos eu consiga compreender estes significados... confesso que, ao saber da escassez  de estudos sobre o tema, fiquei com coceira para pesquisar isso... rsrsrs Quem sabe minha amiga Lú Duccini, estudiosa do Candomblé, topa e daqui uns anos levamos uma pesquisa sobre as Ñatitas para frente?! Independente de vir ou não a pesquisar o tema, o que garanto é que NUNCA irei esquecer as coisas que vi e que senti no Cementerio General de La Paz no dia 08 de novembro de 2009, quando pela primeira vez pude ver e estar em uma Fiesta de las Ñatitas!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-6385739059416154117?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/6385739059416154117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/11/la-fiesta-de-las-natitas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6385739059416154117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6385739059416154117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/11/la-fiesta-de-las-natitas.html' title='La fiesta de las Ñatitas'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-3708267082754355731</id><published>2009-11-03T16:18:00.001-08:00</published><updated>2009-11-03T16:43:21.315-08:00</updated><title type='text'>La Fiesta del Día de Todos los Santos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem foi feriado na Bolivia, como no Brasil, no México (e não sei mais onde), era dia de homenagear os mortos. Mas há uma diferença incrível entre a maneira de fazer a homenagem no Brasil e na Bolivia.&lt;br /&gt;Fui a festa no Cementerio General de La Paz. A festa começa no dia 01 de novembro ao meio dia, quando as almas dos mortos chegam para visitar  seus parentes que estão vivos. As famílias se preparam para receber as "almas" fazendo as "mesas", que são oferendas com coisas que os falecidos/as gostavam. Coisas como pães, doces coloridos, bolachas, vinho, cerveja, coca-cola, chicha (uma bebida feita de maíz, um tipo de milho, muito popular na Bolivia), às vezes algum prato específico que o falecido/a mais gostava, as flores que mais gostavam e, claro, sua música preferida.&lt;br /&gt;Ninguém chora de saudades, todos estão felizes porque tem a oportunidade de se reencontrar com seus entes queridos. São feitas rezas, visitas aos túmulos e estão todos envolvidos nas homenagens, inclusive as crianças.&lt;br /&gt;No dia 2, ao meio dia, as almas voltam para o céu. Na hora de se despedir, ao meio dia, é celebrada uma missa na Igreja do Cementerio General de La Paz e, imagino, também nos cemitérios clandestinos que existem por todos os cantos... As pessoas vão a missa e aproveitam para colocar as oferendas nos túmulos, o que inclui tocar as músicas que o falecido/a gostava em frente ao seu túmulo. Isso, para um brasileiro, beira o surrealismo... Imagine as pessoas cantando, algumas dançando, num cemitério??!! Ninguém está triste, há um monte de crianças por todos os lados... as famílias aproveitam e fazem picnic dentro do cemitério e fora dos muros do cemitério a festa é ainda maior... MUITA GENTE, muitas bancas de comida e de comércio em geral...  as ruas próximas ao cemitério parecem um grande mercado, nada lembra que é dia de finados.&lt;br /&gt;Famílias inteiras rezam ao lado de outras que cantam por seus mortos e tudo, tudo, é muito colorido... as tradições católicas são mescladas com as tradições aymara em relação a morte.&lt;br /&gt;Ao final, tive a impressão de que os bolivianos tem uma maneira muito saudável de lidar com a morte. A morte é mais que uma coisa natural, é um estado, que não afasta definitivamente aqueles que se amam e nem impede o contato entre os que se foram e seus parentes e amigos. Porque todos sabem que, pelo menos, uma vez por ano se reencontrarão e poderão privar uns da companhia dos outros. Inclusive se diz que receber as almas com lágrimas é ruim, porque, afinal, não se pode receber uma visita ou um hóspede com lágrimas, mas, sim, se deve recebe-los com alegria e júbilo. Isso me impressionou muito, em especial a presença de tantas crianças no cemitério e a tranquilidade com que todos lidam com a morte.&lt;br /&gt;Domingo que vem, dia 08 de novembro, é o dia da Fiesta de Las Ñatitas, quando de fato chega ao fim o encontro dos vivos com os mortos. Neste dia as pessoas levam caveiras (crânios humanos de desconhecidos) que tem em suas casas para proteção para os cemitérios. No cemitério enfeitam as caveiras, lhes dão de beber e fumar. Não sei mais que isso. Mas garanto que domingo que vem estarei no cemitério novamente e depois escreverei contanto como é a festa. Se já me surpreendi com a festa de finados, imagino que vá me impressionar ainda mais... contarei  tudo na segunda, dia 09.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-3708267082754355731?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/3708267082754355731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/11/la-fiesta-del-dia-de-todos-los-santos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3708267082754355731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3708267082754355731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/11/la-fiesta-del-dia-de-todos-los-santos.html' title='La Fiesta del Día de Todos los Santos'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-2866460469107615385</id><published>2009-11-03T16:00:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T16:17:41.134-08:00</updated><title type='text'>Mi cumple en La Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já disse aqui, Helô voltou para La Paz. A volta de Heloisa foi uma sorte!! É muito bom poder discutir as coisas com alguém que vem do mesmo lugar que nós, ou seja, que tem as mesmas referências e uma formação semelhante. Sem contar o fato de que há coisas que só se pode discutir em português... rs ou seja, ter uma pesquisadora brasileira como interlocutora, neste momento, é mais que bom, é ótimo!!!&lt;br /&gt;Bom, Helô está dividindo o apê comigo e Christelle. Nós as três nos damos super bem e nos divertimos muito juntas. Até quarta passada Gabriela, minha irmã, e Juliana, uma amiga, estiveram aqui em La Paz, hospedadas em nossa casa. Bom, a confusão era tanta, principalmente porque as gurias não falam espanhol, que, num dado momento, Chris escreveu no facebook: "La Paz: territorio brasileño en Bolivia?" Pobre... rs mas é fato que as gurias e ela se comunicaram, até conversas tiveram... e a Chris adora estar com "sus brasileños", como ela diz... rs&lt;br /&gt;A Gabi veio me visitar e aproveitou para fazer com que a viagem coincidisse com meu aniversário, o que foi ótimo!!&lt;br /&gt;Mas genial mesmo foi a festa surpresa que a Helô e a Chris organizaram para mim com a ajuda da Gabi. Eu não desconfiei de nada e não facilitei em nada a vida delas... porque no sábado, dia 24, dia  em que elas organizaram a festa, ninguém conseguiu me tirar de casa... rs Eu tava com começo de gripe, o dia estava chuvoso e eu tinha uma preguiça monstra de sair... as pobres das gurias tiveram super pouco tempo para organizar tudo e, enquanto elas corriam por La Paz, a Gabi quase dava piruetas dentro de casa para me despistar... rsrsrs Mas deu tudo certo e elas conseguiram me fazer várias surpresas!! rsrs&lt;br /&gt;Os amigos vieram, comemos, bebemos e, claro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bailamos&lt;/span&gt;!!! Foi divertidíssimo!! Me senti tão acarinhada como se estivesse em SP com todos os meus amigos queridos... pude ter a prova cabal de que, sim, já tenho bons amigos em La Paz!!&lt;br /&gt;Nunca vou esquecer mi primer cumple paceño... Ojalá tenga yo la oportunidad de comenmorar otros en La Paz!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-2866460469107615385?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/2866460469107615385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/11/mi-cumple-en-la-paz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2866460469107615385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2866460469107615385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/11/mi-cumple-en-la-paz.html' title='Mi cumple en La Paz'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1507675902968514301</id><published>2009-11-03T15:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T16:00:13.661-08:00</updated><title type='text'>Wallerstein e tudo o mais que possa ver e ouvir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O historiador I. Wallerstein esteve em La Paz entre 13 e 15 de outubro  apresentando conferências por ocasião do IV Seminario Pensando el Mundo desde Bolivia. Fui às conferências que depois foram comentadas por García Linera (1° dia), Luis Tapia (2° dia) e Raúl Prada (3° dia). As conferências foram interessantes, apesar de Wallerstein misturar espanhol com inglês, francês e italiano... às vezes foi difícil compreendê-lo, mas depois que descobri que para muitos bolivianos também foi difícil fiquei tranquila. Não foi por minhas limitações na língua de Cervantes que tive dificuldades, mas porque o velhinho não colaborava mesmo... rs&lt;br /&gt;Semana passada, de 26 a 28 de outubro, aconteceu o Seminario Internacional "Bolivia &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post&lt;/span&gt;-Constituyente: tierra, territorio y autonomías indígenas", organizado pela Fundación Tierra, em La Paz. O seminário foi bastante interessante e abordou os temas mais polêmicos na Bolivia hoje.&lt;br /&gt;Além de eventos acadêmicos, tenho conversado com muita gente. Pesquisadores, acadêmicos ou não, tem me ajudado muitíssimo. Elena Apilánez, a espanhola mais latino americana do mundo, que fala português e viveu no Brasil, tem sido, além de uma boa amiga, uma interlocutora incrível. Além dela, Luz Castillo, do Museo Nacional de Etnografia y Folklore - MUSEF, que foi uma indicação de Ana Sanchez, também tem sido uma interlocutora importante. Luz conseguiu  para mim uma entrevista com o diretor do MUSEF, o senhor Ramiro Molina. O senhor Molina é antropólogo e conversou quase três horas comigo. Me deu um monte de sugestões e se dispôs a me ajudar no que eu precisar. Depois desta conversa também consegui sua aprovação para me tornar pesquisadora associada do MUSEF. O que é muito bom, porque o museu é uma instituição muito respeitada e reconhecidamente séria, portanto, essa associação provavelmente me abrirá muitas portas!! As coisas continuam caminhando bem para mim e para o meu trabalho. Ojalá todo pase de esa manera hasta que yo vuelva para São Paulo!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1507675902968514301?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1507675902968514301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/11/wallerstein-e-tudo-o-mais-que-possa-ver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1507675902968514301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1507675902968514301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/11/wallerstein-e-tudo-o-mais-que-possa-ver.html' title='Wallerstein e tudo o mais que possa ver e ouvir'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-2088297651848205525</id><published>2009-10-18T09:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T09:55:03.873-07:00</updated><title type='text'>Cochabamba, Congresso Clacso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que não escrevo, fiquei uma semana fora de La Paz e, ao voltar, tive sorochi e um monte de coisas para fazer... Viajei para Cochabamba dia 06 e voltei para La Paz dia 11. Voltei no domingo, a tempo de ir assitir o jogo Bolívia x Brasil. primeiro contarei do Congresso e depois do jogo.&lt;br /&gt;O Congresso teve como  abertura as falas de Evo Morales e Boaventura de Sousa Santos. Evo é bastante carismático e o Teatro Acha, em Cochabamba, estava LOTADO. O presidente não é o melhor orador que já vi, mas é simpático e bem articulado. Depois de sua fala, sentou-se ao lado do Emir Sader e dos outros que compunham a mesa, e anotou com atenção e dedicação o que dizia Boaventura. Este, por sua vez, falou em bom espanhol, e fez uma conferência interessante.  Ficou evidente  o quanto Boaventura gosta da Bolivia e o quanto é carismático. Não tenho dúvidas de que, se precisasse, venderia gelo para esquimó... ao final de sua fala eu estava convencida do que dizia... O congresso teve, como sempre, apresentações interessantes e outras nem tanto... Em Cochabamba encontrei a Vivian e o Juan, do grupo de estudos e pesquisa de São Paulo. Este esncontro foi ótimo!! Pude conversar com eles sobre nosso trabalho em SP e discutir aspectos da minha pesquisa. Nós nos divertimos muito, ainda mais depois que chegaram Chris, Helô (que, para minha sorte, voltou para Bolívia para terminar sua pesquisa de mestrado) e Vini. O Congresso foi encerrado com uma conferência de Alvaro Garcia Linera, vice presidente do país. Garcia Linera é um sociólogo importante, membro do grupo Comuna, que reúne também Luis Tapia (que também tive a oportunidade de ouvir em Cochabamba), Raul Prada e Oscar Vega (a quem a Helô me apresentou no último dia de congresso). Garcia Linera fala bem e apresentou uma fala bastante interessante e que tem tudo a ver com as atuais discussões sobre o Estado Plurinacional e as autonomias indígenas, assim como outros aspectos da nova constituição boliviana. No geral, as coisas que vi e ouvi no Congresso me ajudaram bastante a me "ubicar" (localizar) no debate boliviano.&lt;br /&gt;Cochabamba é uma cidade linda!! Como já é primavera, e é bem mais baixa que La Paz, a 2558 metros acima do nível do mar, a cidade estava toda florida. O clima é agradável, calor de dia e fresco de noite. Depois do Congresso saíamos para tomar cerveja em barzinhos ao ar livre, pude sair de saia e sandálias, coisa impensável em La Paz... me senti em SP...&lt;br /&gt;Voltei para La Paz no domingo e fui com Helô, Vini e mais uns amigos ao jogo do Brasil contra a Bolivia. O jogo foi horrível, o time do Brasil jogou muito mal. Foi uma vergonha e uma decepção, já que foi a primeira vez que eu fui a um estádio para ver a seleção brasileira jogar... Mesmo assim, me diverti bastante. A torcida se porta de maneira muito diferente no estádio na Bolívia. Primeiro, são mais silenciosos, foi impressionante não ouvir um tambor no estádio... segundo, a torcida boliviana quase não grita... os gringos, completamente paramentados com camisas da seleção boliviana e as caras pintadas com as cores da bandeira, eram os que mais torciam pela seleção. Uma coisa estranhíssima!! Depois saimos do estádio e fomos a um mirante em La Paz, como sempre, a vista é incrível!!! Foi uma semana animada, minha primeira viagem pelo interior da Bolivia e jogo do Brasil...&lt;br /&gt;P.S.: Nota sobre os ônibus na Bolívia: os ônibus, como as pessoas em geral, não cumprem horário, saem atrasados e param MUITO, para que pessoas desembarquem ou embarquem. Além disso, entram vendedores nos ônibus e se vende de tudo... de queijo, pão, bolacha, jornal a picolé... é IMPRESSIONANTE!!! Com isso, claro, a viagem fica mais demorada. O parador de beira de estrada é bastante ruim, há que se pagar para usar o banheiro e o banheiro é MUITO sujo. Mas não há melhor maneira para ver o país e sua gente que viajar de ônibus. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entonces, hay que hacerlo... es la vida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-2088297651848205525?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/2088297651848205525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/10/cochabamba-congresso-clacso.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2088297651848205525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/2088297651848205525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/10/cochabamba-congresso-clacso.html' title='Cochabamba, Congresso Clacso'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-3489026001582533238</id><published>2009-10-02T13:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T16:20:41.260-07:00</updated><title type='text'>Antropologia e música: linguagens universais no ocidente?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que não escrevo... tenho feito descobertas e continuo conhecendo pessoas interessantes...&lt;br /&gt;O Congresso de antropologia foi bastante interessante e me peguei pensando que a teoria antropológica nos faz compartilhar de todo um universo de comunicação. Coisa que nos permite dialogar e entender coisas que se passam em lugares que nos são completamente desconhecidos... uma experiência fantástica de compartilhamento e aprendizagem... e ser antropólog@ é ser antropólog@, não importa se em SP, no Vale do Jequitinhonha, nas Guianas amazônicas, em Cochabamba, Potosí ou El Alto... a antropologia nos permite desenvolver um olhar e uma sensibilidade que são preciosas, tanto para o trabalho de pesquisa quanto para a vida. E é impressionante perceber que lemos todos as mesmas coisas e enfrentamos os mesmos debates e questões contemporâneos. O congresso, como todo congresso, teve apresentações boas e ruins, brigas e etc. Enfim, o trivial variado de sempre... me senti completamente integrada, apesar de ainda ter algumas dificuldades com o espanhol, acho que por se tratar de antropologia, não tive problemas em acompanhar os debates. O congresso foi bastante importante e esclarecedor para mim, com certeza passei a entender melhor um monte de coisas tanto sobre a Bolívia quanto sobre a maneira como se faz antroplogia por aqui. As pessoas foram acolhedoras e fiz meus primeiros contatos acadêmicos em La Paz.&lt;br /&gt;Música... Ontem fui até o café La Guinguette, que fica na Aliança Francesa, para ouvir um violonista francês que está de passagem por La Paz. O cara tocou com outros músicos franceses que vivem aqui. Eles tocaram músicas francesas antigas e alguns clássicos da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chanson française&lt;/span&gt;. Foi divertido... parecido com a festa dos brazucas, todos se sentindo mais próximos de casa... acho que praticamente todos os franceses que vivem em La Paz estavam presentes... quase não ouvi espanhol durante o tempo em que estive por lá. Mas o que queria dizer é que a música é uma coisa incrível. Quarta-feira, dois novos amigos franceses, Celine e Hervé, vieram jantar aqui em casa. Ouvimos um monte de música brasileira, eles não conhecem muita coisa, mas gostaram. Ontem, Hervé me disse: "Ontem música brasileira, hoje música francesa!!" Me diverti com a música francesa tanto quanto eles com a música brasileira. A música aproxima as pessoas, mesmo que não entendamos a língua e, portanto, não consigamos saber o que está sendo cantado... A música comunica, enternece, permite entender como as pessoas de um dado lugar tendem a sentir as coisas. E aí, se estamos abertos, apesar de não entendermos muita coisa, por desconhecermos a língua em que a música é cantada, entendemos o sentimento que a música expressa... uma boa sensação!! Podemos não entender tudo, mas o que entendemos, em geral, é bastante interessante. Principalmente se é algo novo, uma sonoridade que não conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-3489026001582533238?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/3489026001582533238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/10/antropologia-e-musica-linguagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3489026001582533238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3489026001582533238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/10/antropologia-e-musica-linguagens.html' title='Antropologia e música: linguagens universais no ocidente?'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-8773225490483140880</id><published>2009-09-22T20:32:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T13:55:22.089-07:00</updated><title type='text'>Un montón de cosas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana passada participei de um Congresso de antropologia na UMSA. Tenho muito que contar sobre isso e sobre uma palestra que assisti ontem, sobre a cidade de El Alto (parte de um ciclo de palestras chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Universidad de Todos los Saberes de la Amazonia a los Andes&lt;/span&gt; - maiores informações, textos e vídeos das palestras no site http://www.minedu.gov.bo/minedu/utlsaa/). Mas acontece que tenho feito muitas coisas e tenho muito que ler, ou seja, muito trabalho... mas assim que der contarei tudo em detalhes!! Por enquanto, sugiro que confiram as fotos que fiz na Feria de la 16 de Julio, que acontece em El Alto, no domingo passado. A feira receberá um post a parte... porque é uma das coisas mais incríveis e gigantes que já vi na vida!!! Só para dar uma ideia, na feira se pode comprar de carros a animais vivos, passando por folha de coca, eletroeletrônicos, meias e roupas íntimas... e móveis, aliás, foi lá que comprei minha mesa de trabalho e minha estante. Aparatos que faltavam para fazer da minha vida em La Paz, digamos, completa... agora, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de hecho&lt;/span&gt;, me sinto em casa!! rsrsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SrmY3Yoi1lI/AAAAAAAAAhs/SBmthXLTvLM/s1600-h/Escrit%C3%B3rio+pace%C3%B1o+002.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SrmY3Yoi1lI/AAAAAAAAAhs/SBmthXLTvLM/s200/Escrit%C3%B3rio+pace%C3%B1o+002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384502906770871890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: MariaNna e Danilo , amigos do coração, oficializaram sua união no último domingo. Não estava em SP para brindar com eles, mas graças à Sandra (MUITÍSSIMO OBRIGADA!!!!) consegui falar com eles por skype e me senti mais perto deles e de todos os amigos queridos que se reuniram para celebrar o momento... eles fizeram a gentileza de fotografar minha "aparição"... Mari e Dan, a vocês, desejo toda a felicidade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;del mondo mondial&lt;/span&gt;!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;´&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SrmZtO78cPI/AAAAAAAAAh0/MllnjXvo3jQ/s1600-h/IMG_0457.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SrmZtO78cPI/AAAAAAAAAh0/MllnjXvo3jQ/s200/IMG_0457.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384503831880823026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-8773225490483140880?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/8773225490483140880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/un-monton-de-cosas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8773225490483140880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8773225490483140880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/un-monton-de-cosas.html' title='Un montón de cosas...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SrmY3Yoi1lI/AAAAAAAAAhs/SBmthXLTvLM/s72-c/Escrit%C3%B3rio+pace%C3%B1o+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-4791952130356934522</id><published>2009-09-16T20:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T21:04:03.278-07:00</updated><title type='text'>Primeira vez que entei na UMSA - Primer Congreso Plurinacional de Antropologia - La Paz, 2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje começou (vai até sábado, dia 19) o Primer Congreso Plurinacional de Antropologia na UMSA, Universidad Mayor de San Andrés, em La Paz. A programação me parece interessante e contarei mais depois que assistir às apresentações. "De momento" quero comentar meu choque com a precariedade do prédio onde estão os cursos de antropologia e arqueologia. Primeiro preciso dizer que a UMSA, que é a universidade mais importante da Bolívia, está dividida em alguns prédios pela cidade e tem um prédio principal em uma avenida importante, a Av. Villazón. O prédio é imponente e atrás dele estão outros prédios da universidade, conformando um campus pequeno mas, para quem passa pela frente, aparentemente bem estruturado e agradável. Eu ainda não tinha entrado na UMSA, andei em umas bibliotecas pela cidade, mas ainda não fui à biblioteca da universidade...&lt;br /&gt;Hoje, quando finalmente consegui saber onde seria o congresso e tudo o mais, entrei na UMSA... Bom, por telefone, me explicaram que a "careira" (o curso) de antropologia fica em um prédio que está em construção. Ok, imaginei um prédio em obras... não... o prédio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;está&lt;/span&gt; em construção MESMO!!! Impressionante!! O prédio parece estar em construção há uns cinco anos... para entrar, temos que subir uma escada, daquelas de obra, que parece que vai cair a qualquer momento... é verdade que o interior está pronto e as salas tem boas cadeiras/mesas... mas o exterior do prédio dá uma baita má impressão... As instalações da universidade parecem abandonadas... enfim, tudo passa uma sensação de precariedade e pouco investimento. Confesso que foi inevitável me lembrar das Unicoisa ou Unilonge onde eu já dei aulas e no desperdício que são aquelas estruturas gigantes... Desperdício porque nessas Uniqualquernota não nos deixam trabalhar, não há interesse em promover a educação e os estudantes são tratados como clientes, não existe uma preocupação genuína com a sua formação. A maioria dos profissionais que trabalha nessas instituições são pessoas dedicadas e preocupadas com o trabalho que exercem, mas são mal pagos e não recebem qualquer estímulo para aprofundar sua formação. Assim, apesar de seus esforços, vêem seus alunos saírem dessas Faculdades ou Universidades tendo adquirido menos conhecimento do que poderiam ou, pior, deveriam...&lt;br /&gt;A UMSA me pareceu o retrato do estado de coisas na Bolívia... muitas iniciativas, esforços de mudança e pouco dinheiro para investir nesses projetos... no último domingo veio a público o programa de governo proposto pelo MAS, caso Evo Morales seja reeleito presidente. Conversei sobre o programa com Vinícius que me disse, entre outras coisas, que achou um programa desenvolvimentista, que visa industrializar o país a partir de investimentos estatais e etc. No momento não me posicionarei sobre isso, apenas quero dizer que acho compreensível esta proposta e, principalmente, que o projeto me parece necessário. É surreal chegar a um supermercado e perceber que quase nada é produzido na Bolívia. Aliás, minha impressão é de que a única coisa que comprei no supermercado e é de produção boliviana são batatas fritas, tipo Chips... Pelo menos o pensamento produzido por aqui parece original e pujante... a ver como será o congresso... depois conto o que vi e o que achei do que ouvi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-4791952130356934522?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/4791952130356934522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/primeira-vez-que-entei-na-umsa-primer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/4791952130356934522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/4791952130356934522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/primeira-vez-que-entei-na-umsa-primer.html' title='Primeira vez que entei na UMSA - Primer Congreso Plurinacional de Antropologia - La Paz, 2009'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-8036391580682111307</id><published>2009-09-13T09:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T10:15:58.093-07:00</updated><title type='text'>Coisas que só La Paz tem... e meu momento a la Buñuel em La Paz...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É inevitável traçar, a todo tempo, comparações entre São Paulo e La Paz. A capital boliviana sai ganhando em muitas coisas... é uma cidade muito menor que SP, tem menos trânsito (embora a cidade já pareça prestes a colapsar por conta da quantidade de  carros particulares, táxis e vans [os "minibuses", como chamam aqui e dos quais a cidade está coalhada...]), muito menos barulho, tem menos violência urbana e é bastante agradável caminhar por suas ruas.  Em comparação a SP é uma cidade pequena e tem ares de cidade pequena. Isto, para quem sai de SP, é bastante agradável.&lt;br /&gt;La Paz também tem uma coisa incrível, mobilizações, marchas e manifestações diárias!! Todos os dias se pode encontrar pelo menos um, ás vezes dois ou três, grupo de pessoas em passeata, reivindicando desde computadores para as escolas públicas, revisão de contratos de trabalho em empresas estatais ou a não implementação de uma nova política de educação superior que, aos universitários, parece prejudicar a educação superior no país. É IMPRESSIONANTE!!! Nas marchas se vêem velhos e velhas, crianças, jovens e adultos... partes da cidade, em geral no centro, ficam paradas. O trânsito é fechado e a polícia (que parece com a polícia de choque brasileira) é chamada e acompanha as manifestações. Até agora, graças ao bom senso coletivo, ainda não vi confrontos entre manifestantes e policiais, mas já soube que acontecem e são como qualquer confronto deste tipo em qualquer outro lugar. Violência, truculência policial, gás e etc... o que surpreende é perceber que mesmo com a chance de ocorrer um confronto com os "pacos" (policiais na gíria), as pessoas não deixam de sair para a rua, e saem... inclusive velhos e crianças... Comentei com uma moça de La Paz que estava impressionada com a quantidade de manifestações e de pessoas participando delas, ela riu e me disse que isso não é nada!! Que atualmente são grupos pequenos e manifestações igualmentes pequenas, que em 2005 muitas vezes as manifestações começavam el El Alto ( cidade próxima a La Paz, onde fica o aeroporto e a uma distância que, de carro, leva-se pelo menos 40 minutos para percorrer)!! Fiquei surpresa!! Ela contou que a manifestação já estava na Plaza Murillo,  no centro da cidade e onde fica o palácio do governo, e ainda tinha gente em El Alto para baixar até  La Paz. Comentei isto com Ilse, minha amiga e professora de espanhol, e ela confirmou, disse que em 2005 a cidade, por muitos dias, ficou completamente intransitável, só se podia caminhar, carros e outros meios de transporte não podiam circular, tamanha a quantidade de gente que se manifestava pelas ruas da cidade e a quantidade de ruas bloqueadas pelos manifestantes.&lt;br /&gt;As pessoas por aqui são politizadas e se moblizam publicamente por seus  objetivos, isto falta em SP e no Brasil...&lt;br /&gt;La Paz também tem o Bolivia FestiJazz Internacional 2009 - http://www.boliviafestijazz.com/2009/programa.htm&lt;br /&gt;Um festival excelente, com jazz da melhor qualidade. Assisti 4 shows incríveis!!! Dois no Teatro Municipal de La Paz (que é lindo e pequeno, antigo, do final do século XIX, parece com os  antigos teatros de capitais brasileiras como o Teatro Álvares Carvalho de Florianópolis) e dois em um bar chamado Thelonius. Sempre em boa companhia, ouvi excelente música e me diverti "un montón"!!!&lt;br /&gt;Em La Paz também há um número impressionante de estrangeiros, em especial europeus. Os europeus que vivem aqui não tem a menor paciência com aqueles que vem a turismo, e é engraçadíssimo vê-los falarem mal dos "gringos" ou reclamarem que um lugar está cheio deles como se, eles mesmos, também não o fossem... Mas eu explico a diferença entre essas duas categorias ou classes de gringos. Os que vivem aqui (pelo menos aqueles com quem tive contato...) em geral são de esquerda e trabalham em organizações internacionais, como ONG's e organismos de cooperação internacional, não estão aqui porque é um lugar pitoresco e querem "get crazy" (como ouvi numa festa de música eletrônica na última sexta), mas porque acreditam nos movimentos sociais bolivianos e que podem contribuir para o processo de mudança que está em curso no país. Ou seja, são BEM diferentes dos gringos que vem fazer turismo por aqui...&lt;br /&gt;A balada eletrônica, que se chama Blue e começa mesmo por volta das 3 da manhã, poderia acontecer em qualquer lugar do mundo, era do mesmo jeito que são as baladas eletrônicas em SP. Era num lugar escondido, parecia ser só para "iniciados", uma porta no meio de um casario da Calle Mexico, no centro. A porta se abria, tinhamos que caminhar por um corredor, escuro e largo, e ao fundo chegavamos a mais uma porta onde estavam  uma pista de dança, o bar, algumas mesas, sofás e as pickups. Só teve uma diferença... na hora que decidimos ir embora, por volta das quatro e meia da manhã, fomos informados que ninguém poderia sair porque a polícia estava na porta.(????!!!!!) Bem, ficamos todos dentro do lugar, os donos tentavam resolver as coisas com os "pacos" e, a um dado momento, lá pelas 5, a música foi desligada e começamos a sair em grupos de vinte pessoas, sob as recomendações de fazermos silêncio e pedidos, quase desesperados, de que entrassemos imediatamente em algum dos muitos táxis que estavam parados na porta... foi curioso, não poder sair de uma balada... me senti no meu momento de "O Anjo Extermindor" de Buñuel... rsrsrsrs como o monte de burgueses, nós, também burgueses e na maioria gringos, não podiamos sair da balada onde a maioria tinha "really get crazy"...&lt;br /&gt;Finalmente, ao sairmos da balada, já eram vinte para as seis da manhã e eu e o Vinicius resolvemos voltar para nossas casas a pé... no frio ar da madrugada paceña e desfrutando do belo alvorecer no altiplano... foi a primeira vez que vi o sol nascer em La Paz e espero que não seja a última... mas, sinceramente, espero que este tenha sido meu primeiro e, principalmente, último momento a la "O anjo exterminador" em La Paz ou onde quer que seja!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-8036391580682111307?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/8036391580682111307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/coisas-que-so-la-paz-tem-e-meu-momento.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8036391580682111307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8036391580682111307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/coisas-que-so-la-paz-tem-e-meu-momento.html' title='Coisas que só La Paz tem... e meu momento a la Buñuel em La Paz...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-6872392362771222551</id><published>2009-09-13T08:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T09:17:30.437-07:00</updated><title type='text'>Ato HondurasresistenBolivia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas mais interessantes desde que cheguei a La Paz foi me descobrir latino-americana... Os brasileiros não costumam se sentir latinos e isso tem muitas razões, como o fato de não termos sido colônia espanhola e portanto não falarmos espanhol, mas, também penso, talvez isso tenha a ver com o Atlântico ali, quase inteiro a nossa disposição e nos convidando para mirarmos a África, a Europa, o mundo. O curioso é notar que podemos mirar o mundo, mas não o mundo inteiro,  porque, de alguma maneira, nos mantemos de costas para o subcontinente do qual fazemos parte.&lt;br /&gt;O sentimento de latinidade estava mais que explícito neste evento que ocorreu no Etno Cafe (na Calle Jaén, centro de La Paz), entre os dias  27, 28 e 29 de agosto. Fui ao evento nos dias 27 e 28, assisti várias apresentações de música, poesia, de artes visuais e uma exposição de fotografias tiradas em Honduras nos dias após o golpe. Todos se sentiam profundamente conectados, irmanados no horror de assirtir ao surgimento de mais uma ditadura na América Latina e, o mais surpreendente, em pleno século XXI... Dava para sentir no ar o temor dos latino-americanos de que isso volte a acontecer em seus respectivos países... Para mim foi bastante forte ver as imagens fotográficas... tinha a sensação de já conhecer aquelas imagens e, aos poucos, me dei conta de que sim, infelizmente, conheço... as imagens são profundamente semelhantes às imagens de repressão às manifestações contra a ditadura no Brasil, não fosse pelas mudanças da moda, as fotos que vi poderiam me ser apresentadas como fotos tiradas nos anos 60, 70 ou 80 em qualquer país latino-americano e eu não duvidadria de sua origem... No momento em  que me dei conta disso, ainda no dia 27, senti um frio na barriga... não só me senti mais latino-americana que nunca, como um arrepio de medo me correu na espinha. Quem nos garante que isso não voltará a acontecer no Brasil, na Bolívia, ou onde quer que seja? Evidentemente os processos de contituição da ordem democrática nos diferentes países da América Latina foram e são diferentes, mas quem nos garante que seu desenvolvimento não pode vir a ser interrompido? Ninguém... Honduras é um exemplo disso. No Brasil tendemos a acreditar que tudo mudou e que vivemos uma democracia que se desenvolve de vento em popa. Ok, concordo, temos eleições livres e diretas regularmente e sem maiores percalços, mas a maioria da população é semi-analfabeta e as elites regionais continuam sendo as detentoras do poder político. Nosso regime democrático é recente, são dez anos desde as primeiras eleições diretas para presidente pós ditadura, em 1989. Se é verdade que parecemos ir bem neste quesito no Brasil, também é verdade que é fundamental uma reflexão sobre que democracia e que país almejamos construir. Nem tudo está resolvido e não podemos esquecer que nós, brasileiros, TAMBÉM somos latino-americanos!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-6872392362771222551?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/6872392362771222551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/ato-hondurasresistenbolivia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6872392362771222551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6872392362771222551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/ato-hondurasresistenbolivia.html' title='Ato HondurasresistenBolivia'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-3941420374025575407</id><published>2009-09-12T22:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T23:20:09.446-07:00</updated><title type='text'>Por onde começo??</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz um tempão que não escrevo nada por aqui porque fiquei sem internet... tenho muito a contar... O principal é que já tenho casa e internet em casa, coisa que, descobri, é fundamental para minha existência. Nunca tinha me dado conta do quanto me tornei  "dependente" da internet, incrível, mas nesses dias em que fiquei sem acesso fácil à rede me sentia como que fora do planeta, numa espécie de existência paralela.&lt;br /&gt;* A casa!!! A casa é um apê, ou "departamento" como dizem os bolivianos, muito bom, cumpre todos os requisitos de uma boa casa paceña: é ensolarado, claro, e tem uma vista incrível de La Paz. Fica no 13° andar, em um prédio em Sopocachi, e do hall dos elevadores se pode avistar o Illimani... nada mal para começar bem o dia!! Minha homemate francesa, Christelle, é um amor de guria!!  Estamos nos dando super bem. Tive uma sorte incrível, já que acertamos dividir um apartamento com base em meia dúzia de conversas por e-mail e muito poucas informações uma da outra... mais uma vez, como desde que cheguei a La Paz, dei uma baita sorte e encontrei uma pessoa incrível. Os deuses, definitivamente, estão comigo... Para completar, Christelle cozinha que é uma maravilha, tenho aprendido a fazer pratos franceses e, de vez em quando, umas palavras francesas. O que tem me ajudado a dar uma "desenferrujada" no francês... (Abaixo uma foto da sala do apê e da vista que temos da sala.)&lt;br /&gt;* As aulas de Espanhol... tenho uma professora ótima, Ilse,  que já considero uma amiga, é uma paceña gentil e paciente com a aluna, às vezes, atrapalhada... é que desde que iniciei as aulas precisei cancelar alguns encontros para resolver coisas do apê e etc.. Tenho feito as lições de casa e já estou falando melhor, embora ainda confunda alguns verbos e continue inconformada com a quantidade de verbos irregulares, os amigos já notam meu progresso com o idioma e meu "acento" boliviano...&lt;br /&gt;* Os amigos!!  Além de deixar saudades, Helô me deixou um amigo!! Vinícius, um jornalista capixaba, muy buena onda!! Vini está em La Paz há uns três meses e já é quase um paceño... conhece muita gente e lugares bacanas. Temos nos visto bastante e ele tem me levado a alguns lugares que conhece, como o bar onde acontece uma noite brasileira todas as terças. Uns brasileiros montaram um grupo de pagode, daquele bem mais ou menos, e tocam por lá. Terça, dia 08, fizeram uma festa chamada "Brazilian day in La Paz", em homenagem ao dia da independência. Foi bastante divertido e pitoresco... muito curioso ver um monte de brasileiros, alguns que já estão por aqui há muito tempo, saudosos e tentando sentir em casa. Confesso que ainda não sinto toda esta necessidade, mas é sempre bom se sentir em casa... então...&lt;br /&gt;As amigas italianas, Simo e Lore, são um capítulo a parte... Com Simo acabei estabelecendo uma relação de amizade profunda, sinto como se a conhecesse há anos!!  Estabelecemos uma relação de intimidade e afeto que me faz me sentir em casa... afinal, tô mais que habituada a ter  "italianas" entre minhas amigas paulistanas (Fêfis, Sil Pellegrino, Jô Tuttoilmondo, Lú Duccini). Lore é doce e generosa, me sinto tão acarinhada por Lorenza que é difícil explicar... Ela me deixa a vontade e tem me ajudado muito!!! Além disso, elas me apresentaram aos seus amigos  em La Paz. Um grupo de italianos, Nico, Chiara e Lilian (que volta para Itália amanhã...), são excepcionais!! Também me apresentaram a Jamie, um jornalista escocês, que viveu alguns anos em La Paz, e está escrevendo um livro sobre suas viagens pela Bolívia. E um grupo grande de espanhóis que trabalham por aqui. Uma das gurias espanholas, Irene, me pediu que lhe desse aulas de samba... rsrsrs topei... mas desde o início avisei que sou principiante!! A ver no que vai dar... rsrsrsrs&lt;br /&gt;Tenho visto e vivido experiências ótimas. Continuo encantada por La Paz e a cada dia me interesso mais pela história e a gente da Bolívia. A sensação de que tenho muito a fazer e descobrir permanece... mas iniciei um processo para me acalmar em relação a isso... ficar todo o tempo me lastimando por ter pouco tempo por aqui não me ajudará em nada, Por isso resolvi me apegar às velhas e boas orientações de Malinowski, e repetir, quase que como um mantra, que é preciso recortar o objeto, ter clareza dos objetivos de pesquisa e observar tudo o que for possível.  POSSÍVEL!!! Me lembrar disso e seguir as recomendações metodológicas que dou aos meus alunos não tem sido fácil... mas já estou mais tranquila... o que não tem remédio... rsrsrsrs&lt;br /&gt;Tenho mais a contar... mas este post já está grande o suficiente... Para terminá-lo, quero pedir desculpas aos amigos que aniversariaram e a quem não pude escrever por problemas, digamos, técnicos... Quero que saibam que lembrei de todos!! Ainda em agosto: Tia Paulinha, Christian, Jú Hupsel, Tia Ana Lúcia, em setembro: Alexandre Cotta de Mello, Oswaldinho, Tia Mara, Jô Tutto. Para vocês, meu desejos de felicidades e beijos atrasados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SqyOE7lkIaI/AAAAAAAAAWc/isknreTJkjk/s1600-h/Sala+1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SqyOE7lkIaI/AAAAAAAAAWc/isknreTJkjk/s200/Sala+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380831870166770082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;          &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SqyOFNeDYFI/AAAAAAAAAWk/NjiXqPQhRZY/s1600-h/Vista+do+apto+3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SqyOFNeDYFI/AAAAAAAAAWk/NjiXqPQhRZY/s200/Vista+do+apto+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380831874967101522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A sala do apê e a vista que temos da sala...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-3941420374025575407?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/3941420374025575407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/por-onde-comeco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3941420374025575407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3941420374025575407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/por-onde-comeco.html' title='Por onde começo??'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SqyOE7lkIaI/AAAAAAAAAWc/isknreTJkjk/s72-c/Sala+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-8432566854314788593</id><published>2009-09-01T21:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T21:50:57.374-07:00</updated><title type='text'>Duas semanas em La Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho escrito porque fiquei sem acesso a internet e ando enlouquecida atrás de apto... tenho muito a contar!! Assim que der farei isso!! Hoje conheci Christelle, minha futura homemate francesa. Um amor de guria!! Quinta a Helô volta para SP... La Paz ficará menos divertida sem a sua companhia... Bem, mais notícias sobre o ato cultural contra o golpe em Honduras e minhas andanças paceñas em breve...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-8432566854314788593?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/8432566854314788593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/duas-semanas-em-la-paz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8432566854314788593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8432566854314788593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/09/duas-semanas-em-la-paz.html' title='Duas semanas em La Paz'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1519578223854417384</id><published>2009-08-22T14:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T14:28:01.798-07:00</updated><title type='text'>Uma semana em La Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje completo uma semana em La Paz. Estou certa de que as coisas correrão bem para mim por aqui... ontem fui a uma festa e conheci mais pessoas que trabalham com movimentos sociais por aqui. Na maioria europeus que vem para La Paz para trabalhar em ONG's ou em órgãos de cooperação internacional. Pessoas interessantes e comprometidas com o que fazem. Mas, conforme converso com as pessoas, a cada dia tenho mais certeza de que tenho pouco tempo por aqui... há tanto para conhecer, para compreender... a observação participante exige uma imersão e um contato aprofundado com os actantes, eu espero conseguir fazer isso no tempo que tenho...&lt;br /&gt;Comecei a ler os livros que comprei e estou ainda mais animada com a pesquisa!! Como eu já sabia, o universo sócio-político boliviano é riquíssimo!! São múltiplas redes de significado que se interconectam, se aproximam e distanciam, porque pautadas por lógicas e visões de mundo diversas. No entanto, estas lógicas hoje começam a dialogar. Um diálogo que tem fraturas, incompreensões, mas que denota um grande esforço de cada parte envolvida. Esse esforço é algo novo na Bolívia e indica, entre outras coisas, uma grande transformação no modo como as populações indígenas e suas organizações são percebidas pelo Estado e pela sociedade boliviana. A ver no que isso resultará...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1519578223854417384?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1519578223854417384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/uma-semana-em-la-paz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1519578223854417384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1519578223854417384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/uma-semana-em-la-paz.html' title='Uma semana em La Paz'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-913537162041356148</id><published>2009-08-21T07:19:00.001-07:00</published><updated>2009-08-21T08:10:12.382-07:00</updated><title type='text'>Quase uma semana em La Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei a La Paz sábado passado. Amanhã completarei uma semana na cidade. Uma semana em que dei uma de turista... aproveitei para conhecer a cidade, saber onde ficam as coisas, fui a umas livrarias (já comecei a fazer estrago, inclusive... mas me controlei!! rsrs), conheci muita gente, enfim, passeei... Hoje acordei cedo e comecei a ler um jornal semanal de cultura e política que comprei na livraria. Muito interessante, tem muitas resenhas de livros recém lançados pela Editora Plural e, como podem imaginar, minha lista de livros a comprar já deu uma boa crescida... rsrs&lt;br /&gt;Nesta semana pude ver um pouco de La Paz e dos paceños, sei que vi pouquíssimo... mesmo assim, aí vão minhas impressões...&lt;br /&gt;Os paceños são extremamente politizados, é bastante comum ouvir as pessoas falando de política, falam baixo e são bastante gentis.  A Bolívia é bem mais surpreendente do que eu imaginava... é comum notar que as pessoas ouvem uma rádio que dá notícias e discute política; ontem, por exemplo, estava na Calle Linares, uma rua que tem muitas lojas de artesanato,  que vive cheia de turistas, e em umas três lojinhas notei que era esta rádio que estava sintonizada... aliás, preciso descobrir que rádio é esta!! As crianças são incrivelmente lindas e sorriem quase todo o tempo... O clima da cidade já está ameno, segudo me disseram, mas continua frio. Faz um sol lindo durante o dia e no final da tarde começa a esfriar, durante a noite é que o bicho pega... aí faz MUITO frio... mas até agora não tive problema com isso...&lt;br /&gt;Conheci Ana, uma boliviana amiga de uma amiga, que é, simplesmente, encantadora!! Me levou até uma rua onde se vendem livros usados e se dispôs a me ajudar no que eu precisar. Desde que cheguei a La Paz tenho tido muita sorte e encontrado pessoas incríveis!! Espero que isso se repita quando eu começar as entrevistas para a pesquisa...&lt;br /&gt;Ontem conheci Heloísa, do PROLAM, amiga do Luís do PPGAS. Um amor de guria!! Pesquisadora jovem e séria, já está aqui na Bolívia desde julho para fazer seu trabalho de campo para o mestrado. Confesso que tentei convencê-la a ficar mais um tempo por aqui... rsrsrs ela já está para voltar a SP, mas, para mim, seria ótimo se ficasse em La Paz... eu teria com quem dividir um apê e conversar sobre a pesquisa em português... rsrsrs&lt;br /&gt;Andréia, mi profesora querida!! Desde que cheguei a La Paz meu espanhol já melhorou, mas estoy lejos de ser una buena hablante de español... estou procurando por aulas, quero aproveitar a "imersão" e aprender também a escrever em espanhol. Vamos ver se consigo!!&lt;br /&gt;Conheci alguns amigos de Simona e Lorenza. Uma galera muito gente fina!! Na maioria europeus que trabalham em ONG's e organismos internacionais aqui em La Paz. Em especial, conheci Amal. Amal é uma documentarista egípcia, muito amiga de Simona (se conheceram quando viviam em Madri). Me diverti horrores com Amal!! Passeamos, papeamos e combinamos a ida dela a SP e minha ao Cairo... a ver... rsrsrs Certamente vou amar encontrá-la novamente, seja onde seja...&lt;br /&gt;Conheci alguns dos amigos de Simo e Lore no jantar de despedida de Amal. Amal cozinhou um prato sírio e eu fiz caipirinhas. Uma combinação um tanto estranha, mas todos ficaram bastante satisfeitos!! rsrs Conheci também Samira, amiga de Amal, uma jornalista palestina que vive em La Paz há dois anos. Uma simpatia!!&lt;br /&gt;Abaixo  fotos do jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/So6zeCp08jI/AAAAAAAAACg/b3OnYA7QDvY/s1600-h/Cena+de+despedida+de+Amal+V.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/So6zeCp08jI/AAAAAAAAACg/b3OnYA7QDvY/s200/Cena+de+despedida+de+Amal+V.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372428734189335090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                        &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/So6zd9-JywI/AAAAAAAAACY/fc4Gx335tnw/s1600-h/Cena+de+despedida+de+Amal+II.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/So6zd9-JywI/AAAAAAAAACY/fc4Gx335tnw/s200/Cena+de+despedida+de+Amal+II.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372428732932410114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na primeira foto: Samira, Amal, Lore e uma moça de Palermo, amiga de Simo, que estava de passagem por La Paz.                                                                            &lt;br /&gt;Na segunda foto (a direita):            Pablo, de pé, Simo, de azul, sentada à minha direita, eu e Lucca, italiano que Amal conhceu no Salar de Uyuni.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;            &lt;br /&gt;                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-913537162041356148?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/913537162041356148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/quase-uma-semana-em-la-paz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/913537162041356148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/913537162041356148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/quase-uma-semana-em-la-paz.html' title='Quase uma semana em La Paz'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/So6zeCp08jI/AAAAAAAAACg/b3OnYA7QDvY/s72-c/Cena+de+despedida+de+Amal+V.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-1523815594978281935</id><published>2009-08-18T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T08:57:27.983-07:00</updated><title type='text'>A casa em Sopocahi e minha primeira ida ao centro de La Paz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SorLEx3206I/AAAAAAAAACI/bk8ldFj2Bek/s1600-h/Frente+da+casa+em+Sopocachi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SorLEx3206I/AAAAAAAAACI/bk8ldFj2Bek/s200/Frente+da+casa+em+Sopocachi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371328788560270242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sabem, graças a Salvador Schavelson, também antropólogo e estudioso sobre a Bolívia, consegui um excelente lugar para ficar ao chegar a La Paz. A casa de Lorenza e Simona, em Sopocachi. Uma casa linda, com pessoas ótimas!! Sempre serei grata ao Salvador por ter me colocado em contato com essas gurias... Acima, uma foto da casa, para entenderem do que estou falando...&lt;br /&gt;Pois é, mas as gurias irão se mudar e já estou procurando outro lugar para ficar. Mesmo assim, eu não poderia ter chegado a lugar melhor. Dizer que fui bem recebida pelas gurias, é muito pouco!!!!&lt;br /&gt;Ontem comecei a conhecer a cidade. Não sofri com o sorochi (mal estar da altitude), mas nos primeiros dias fiz o que me recomendaram e fiquei mais em casa...  Então, só ontem comecei a conhecer o centro de La Paz. Adorei!!! Me sinto bem aqui!! Aliás, acho que poderia viver em La Paz o resto da vida... rsrsrsrs A cidade é, em comparação com São Paulo, calma e pouco barulhenta. Achei as pessoas gentis e acolhedoras... bastante pacientes com meu espanhol mais ou menos... aliás, devo procurar uma escola de espanhol. Vou aproveitar e estudar mesmo, assim voltarei para São Paulo hablando y escribiendo en español.&lt;br /&gt;Aí vai mais uma foto, agora do centro de La Paz, da Plaza Murillo.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SorNb44NlMI/AAAAAAAAACQ/R1O_YFisDzc/s1600-h/Vista+da+Plaza+Murillo.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SorNb44NlMI/AAAAAAAAACQ/R1O_YFisDzc/s200/Vista+da+Plaza+Murillo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371331384601056450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Hoje pretendo ir ao centro novamente. Para conhecer umas coisas que não pude ontem. Mas acho que essas idas ao centro levarão muito tempo... rsrsrs há muito para ver!! Como cheguei aqui, de verdade, no sábado, ainda estou me dando o direito de "dar uma de turista"... mas a partir de quinta começarei a pegar no pesado!! Amanhã contarei o que vi hoje e como foram as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-1523815594978281935?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/1523815594978281935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/casa-em-sopocahi-e-minha-primeira-ida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1523815594978281935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/1523815594978281935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/casa-em-sopocahi-e-minha-primeira-ida.html' title='A casa em Sopocahi e minha primeira ida ao centro de La Paz'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SorLEx3206I/AAAAAAAAACI/bk8ldFj2Bek/s72-c/Frente+da+casa+em+Sopocachi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-3566960485964977107</id><published>2009-08-16T13:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T13:23:32.056-07:00</updated><title type='text'>Quase esqueci!! Primeiro dia e primeira aventura paceña...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde antes de chegar a La Paz recebi a recomendação de jamais pegar táxi na rua, em especial de noite, que deveria sempre chamar um táxi pelo telefone. Pois bem, ontem conheci Amal, uma cineasta egípcia, que é amiga de Simona e está hospedada em casa. Simpaticamente, ela me convidou para ir a um bar onde ela iria encontrar uns amigos estrangeiros que conheceu em uma viagem ao Salar de Uyuni. Bueno, fui... sábado de noite, primeiro dia em La Paz, sem conhecidos ou amigos... me pareceu uma boa ideia. E foi!! Me diverti, exercitei meu espanhol tenebroso (preciso urgentemente de umas aulas... verei isso amanhã!!) e tomei uma, só uma, cerveja ("não beber muito álcool..." rsrsrs). Lá pela 1 e meia da manhã resolvi ir para casa, Amal continuou lá com o pessoal. Ela me fez mais um monte de recomendações e eu lhe disse para ficar tranquila e tal. Bem, pedi ao segurança do lugar que arranjasse um táxi para mim. Ele parou o primeiro que apontou na rua e eu imaginei que o conhecesse... bem, creio que não conhecia... o problema em La Paz é que aconteceram alguns casos de pessoas que foram levadas por taxistas para El Alto e foram roubadas, uma versão paceña de sequestro relâmpago... Tudo ia muito bem quando percebi que o taxista tinha passado a rua da casa onde estou... avisei a ele, que se fez de bobo e começou a subir mais... eu então lhe disse que ou ia para baixo ou que eu ficaria ali mesmo, cheguei até a abrir a porta do táxi... rsrsrs agora vejam bem, toda esta conversa foi em espanhol  (que, como já disse, estou bem longe de falar bem), comigo tremendo como vara verde e com o coração quase na boca... rsrsrs enfim, graças ao mapa de Sopocachi que Lorenza fez para mim, me dei conta do que estava acontecendo e cheguei em casa sã e salva!! Lição do dia: "em Roma, aja como os romamos!!!" Jamais ignore as recomendações dos locais!! rsrs Fui rápida em perceber o que acontecia e tive MUITA sorte, mas não pretendo repetir a experiência... De agora em diante, só ando de táxi que chamar pelo telefone!!! rsrsrs&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-3566960485964977107?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/3566960485964977107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/quase-esqueci-primeiro-dia-e-primeira.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3566960485964977107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/3566960485964977107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/quase-esqueci-primeiro-dia-e-primeira.html' title='Quase esqueci!! Primeiro dia e primeira aventura paceña...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-6427200772818130342</id><published>2009-08-16T12:57:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T13:06:19.626-07:00</updated><title type='text'>Segundo dia e nada de sorochi...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Meu computador resolveu se entender com a rede da casa!! Volto a escrever com acentos!!!)&lt;br /&gt;Hoje é meu segundo dia em La Paz e, até agora, o sorochi (mal da altitude) não me pegou. Ontem um paceño, que viveu muitos anos no Brasil, me deu várias recomendações e me disse que o segundo dia é o dia crítico... até agora passo bem... mas decidi continuar pegando leve e ficar mais em casa, o que é bem agradável, porque as pessoas são ótimas e tem um quintal bastante gostoso, onde posso tomar sol.&lt;br /&gt;Bem, à primeira vista, La Paz me parece uma cidade tranquila. Mas preciso dizer que só andei por Sopocachi... uma das recomendações é de que caminhe pouco, faça pouco esforço físico, outras são comer pouco e beber pouco álcool. Até agora fazer tudo isso foi simples!! rsrs principalmente a parte do esforço físico, porque ainda estou beemmm cansada da saída de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-6427200772818130342?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/6427200772818130342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/segundo-dia-e-nada-de-sorochi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6427200772818130342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6427200772818130342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/segundo-dia-e-nada-de-sorochi.html' title='Segundo dia e nada de sorochi...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-6897075947640646334</id><published>2009-08-15T15:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T12:56:43.155-07:00</updated><title type='text'>Chegada a La Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chegada a La Paz demorou um tanto mais do que eu esperava... por causa de um atraso no voo de Lima a La Paz...*&lt;br /&gt;Tive muita sorte porque Francesco, namorado de Lorenza, veio para La Paz no mesmo voo que eu. Ele foi muito gentil  e me ajudou com a bagagem (muito importante!!) , que era imensa!! Bem dividimos o taxi, Don Jonny foi nos buscar no aeroporto de El Alto. A descida em direçao a La Paz é impressionante... a vista é linda!!! Fazia frio ontem de noite, mas nada insuportavel. Cheguei a casa, arrumei um pouco minhas coisas e fui dormir. Estava um caco!!!&lt;br /&gt;Hoje acordei tarde e fui dar umas voltas, tinha que trocar dinheiro e comprar uma ou outra coisa... Lorenza me fez um mapa das redondezas, em Sopocachi...&lt;br /&gt;Bueno, estou bem e esta tudo caminhando...&lt;br /&gt;Amanha escrevo mais!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Este post nao tem acentos e tal porque escrevo do computador de Lorenza, a doce italiana que me recebe, junto com Simona. Meu computador resolver nao se conectar a rede wi-fi da casa... ninguem merece... o troço conecta ate na rede do aeroporto de Lima(??!!!!), mas aqui, em uma rede segura, resolve que nao... é brincadeira!!rsrs Bem, segunda-feira verei isso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-6897075947640646334?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/6897075947640646334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/chegada-la-paz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6897075947640646334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/6897075947640646334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/chegada-la-paz.html' title='Chegada a La Paz'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-4930784038195339264</id><published>2009-08-14T13:33:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T13:54:43.133-07:00</updated><title type='text'>Rumo a La Paz: direto do aeroporto de Lima</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente consegui embarcar!!! Já estou a meio caminho... estou no aeroporto de Lima, Peru, esperando pela conexão que me levará a La Paz. Estou muito ansiosa... apesar da saída caótica de São Paulo (peço desculpas aos amigos a quem não respondi e-mails e/ou não consegui encontrar...), está tudo indo bem. Estou cansada, os dois últimos dias, somados, se resumiram a 5 horas de sono... mas acredito que consegui acomodar tudo antes de partir... Voltarei para São Paulo dia 22 de dezembro. Até lá, espero viver intensamente a experiência da pesquisa de campo e me concentrar nesta nova fase da minha pesquisa. Mais do que isso, tenho a sensação de que viverei uma nova fase da minha vida, entrando em contato com um universo diferente, tão próximo geograficamente e tão distante no imaginário. Resolvi me preparar para o campo mais ou menos como Elias Canetti para sua ida ao Marrocos. Mais ou menos porque, como esta é uma viagem de trabalho e pesquisa, diferentemente do autor, precisei ler sobre a Bolívia. Mas, como ele, evitei ver imagens do país e de La Paz. Evidentemente, tenho uma imagem de meu destino em minha cabeça... mas ela é difusa o suficiente para que eu me surpreenda com o que vier a encontrar e esteja aberta para toda a beleza e as surpresas que a Bolívia guarda. No mais, obrigada a todos, em especial, à minha família, pelo apoio e carinho. A previsão é de que o  vôo chegue a La Paz às 12:35 am (hora da Bolívia), 1:35 am (hora de Brasília), sendo assim,  só amanhã, sábado escreverei sobre minha chegada a La Paz. Tomara que tudo continue tão bem como agora!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-4930784038195339264?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/4930784038195339264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/rumo-la-paz-direto-do-aeroporto-de-lima.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/4930784038195339264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/4930784038195339264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/rumo-la-paz-direto-do-aeroporto-de-lima.html' title='Rumo a La Paz: direto do aeroporto de Lima'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-9030673999450170185</id><published>2009-08-05T15:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T16:00:04.839-07:00</updated><title type='text'>Viagem adiada...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é... mais um adiamento na minha ida para La Paz... Não vejo a hora de embarcar!! Os preparativos ainda não acabaram... parece que quanto mais eu rezo... Bem, da semana que vem não passará!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-9030673999450170185?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/9030673999450170185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/viagem-adiada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/9030673999450170185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/9030673999450170185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/viagem-adiada.html' title='Viagem adiada...'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-8532263441977672224</id><published>2009-08-03T14:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T14:25:34.865-07:00</updated><title type='text'>"Amigas sine qua non"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SndVXSiRU6I/AAAAAAAAAB4/VrKFBsyvdjU/s1600-h/Festa+Junina+F%C3%AA+e+C%C3%A1ssio+006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SndVXSiRU6I/AAAAAAAAAB4/VrKFBsyvdjU/s200/Festa+Junina+F%C3%AA+e+C%C3%A1ssio+006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365851339636167586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho a sorte de ter muita amigas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas duas delas&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;são o que se pode chamar de "amigas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sine qua non&lt;/span&gt;".&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Passar os próximos meses sem a presença física delas é algo que me inquieta... por isso resolvi apresentá-las aqui... Fêfis e Sil, gracias por serem!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-8532263441977672224?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/8532263441977672224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/amigas-sine-qua-non.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8532263441977672224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/8532263441977672224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/amigas-sine-qua-non.html' title='&quot;Amigas sine qua non&quot;'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SndVXSiRU6I/AAAAAAAAAB4/VrKFBsyvdjU/s72-c/Festa+Junina+F%C3%AA+e+C%C3%A1ssio+006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-7477847696502810069</id><published>2009-08-03T13:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T13:38:01.940-07:00</updated><title type='text'>Ainda no Brasil:O Rio de Janeiro continua lindo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Rio de Janeiro é uma cidade que inspira os sentimentos mais controversos. Lévi-Strauss não gostou de um de seus maiores cartões postais porque, como Caetano já cantou, a Baía de Guanabara pareceu-lhe uma boca banguela... por mais que eu admire o antropólogo francês, com esta opinião, não concordo!!&lt;br /&gt;O Rio é lindo, uma cidade de tirar o fôlego...  Tenho a sorte de ir muito ao Rio, por ter família por lá. Os gaúchos (desconfio que desde Getúlio... rsrsrs) nutrem uma grande paixão pelo Rio... Para mim, a cidade significa estar entre os meus, sentir uma parcela significativa dos pampas no sudeste... a parcela do afeto. Lá nos reunimos, fazemos churrasco e rimos... enfim, estou em família!! No fim de semana que passou eu fui para lá, porque um primo querido (que até não muito tempo atrás, era o Toco) se formou na faculdade. Encontrei pessoas que eu não via há muito tempo!! Dei e ganhei muitos beijos e abraços, vi crianças que não são mais crianças e todos os meus heróis da infância. Tios-avôs, tias-avós, tios, tias, primos, primas, e seus respectivos esposas e maridos. UMA FESTA!!!&lt;br /&gt;Bueno, aproveitei para me despedir de minha família e de coisas deliciosas que o Rio tem. Tomei banho de mar, caminhei no calçadão de Copacabana, fui sambar na Lapa, comi feijoada e churrasco gaúcho na casa do Alexandre e da Aline... Melhor impossível? Não!! Melhor que tudo isso, é sentir o calor do carinho da família, ser alvo dele e poder acarinhar os meus... Agora, se tudo isso acontecer na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, tanto melhor!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-7477847696502810069?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/7477847696502810069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/ainda-no-brasilo-rio-de-janeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/7477847696502810069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/7477847696502810069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/ainda-no-brasilo-rio-de-janeiro.html' title='Ainda no Brasil:O Rio de Janeiro continua lindo'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-5900827200049075548</id><published>2009-08-03T13:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T13:45:43.025-07:00</updated><title type='text'>Bota Fora 2: a pedido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SndEmhZjcjI/AAAAAAAAABo/QEnceVJqkyA/s1600-h/Abra%C3%A7o+Femme+em+close.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SndEmhZjcjI/AAAAAAAAABo/QEnceVJqkyA/s320/Abra%C3%A7o+Femme+em+close.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365832909626503730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No rol de despedidas, tenho me encontrado com amigos e amigas muito queridos. Me encontrei com um grupo de amigas muito especiais em uma pizzaria. Batemos papo, rimos muito e tiramos fotos!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-5900827200049075548?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/5900827200049075548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/bota-fora-2-pedidos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5900827200049075548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5900827200049075548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/08/bota-fora-2-pedidos.html' title='Bota Fora 2: a pedido'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SndEmhZjcjI/AAAAAAAAABo/QEnceVJqkyA/s72-c/Abra%C3%A7o+Femme+em+close.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-187599255749379484</id><published>2009-07-26T11:32:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T11:41:33.048-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bota fora'/><title type='text'>Bota Fora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SmyjB8xEjkI/AAAAAAAAABg/q3s8ARcqqE4/s1600-h/A+galera+no+Filial+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SmyjB8xEjkI/AAAAAAAAABg/q3s8ARcqqE4/s320/A+galera+no+Filial+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362840510178561602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem me despedi dos amigos no bar Filial. Foi divertido e nós lotamos o bar!! rsrsrs Agradeço a todos que passaram por lá, aos que não puderam ir e me escreveram mensagens gentis. Sentirei a falta de vocês!!! Certamente, quando voltar, terei muito a contar e poderemos rir juntos muitas vezes mais!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-187599255749379484?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/187599255749379484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/07/bota-fora.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/187599255749379484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/187599255749379484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/07/bota-fora.html' title='Bota Fora'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V2yyUkqZ3QQ/SmyjB8xEjkI/AAAAAAAAABg/q3s8ARcqqE4/s72-c/A+galera+no+Filial+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-254312640416784762</id><published>2009-07-21T17:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T17:23:10.417-07:00</updated><title type='text'>Casa em La Paz 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficarei um tempo na casa que falei no post anterior. Mas não será definitivo... Mesmo assim, estou contente!! Vou morar um tempo com duas gurias muito bacanas. Amanhã tirarei meu novo passaporte!!! As coisas estão caminhando...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-254312640416784762?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/254312640416784762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/07/casa-em-la-paz-1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/254312640416784762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/254312640416784762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/07/casa-em-la-paz-1.html' title='Casa em La Paz 1'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1940945430066408068.post-5138851927905377197</id><published>2009-07-17T16:14:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T16:20:00.020-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casa em La Paz'/><title type='text'>Casa em La Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Ao que tudo indica já consegui um bom lugar para ficar em La Paz!!!! Uma casa em Sopocachi, com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gente buena onda&lt;/span&gt;!!! Estou muito feliz e com uma sensação, renovada, de que dará tudo certo em La Paz e para mim e a minha pesquisa!!! A indicação de um amigo, ao que tudo indica, me levou para o lugar perfeito!! Assim que tiver a confirmação conto como é a casa e são os homemates.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1940945430066408068-5138851927905377197?l=bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/feeds/5138851927905377197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/07/casa-em-la-paz.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5138851927905377197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1940945430066408068/posts/default/5138851927905377197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bolivianasregistrosdeumaantroploga.blogspot.com/2009/07/casa-em-la-paz.html' title='Casa em La Paz'/><author><name>Caroline Cotta de Mello Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14156264667966592952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XegSanHL868/TozjYx3FXgI/AAAAAAAAGBU/T2nunJ460yE/s220/Festival%2Bde%2Bdan%25C3%25A7a%2BTiahuanaco%2B03%2B-%2B10%2B-%2B09%2B027.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
